O governador Romeu Zema (Novo) afirmou nesta sexta-feira (30) que a oposição ao seu governo na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) está querendo “destruir o estado” ao travar a apreciação de projetos importantes no Legislativo.
“Ficamos assustados com uma oposição que quer destruir o estado de Minas. Me parece que não satisfeitos de, no governo anterior ao meu, destruir, querem, mesmo estando na oposição, continuar com essa postura”, afirmou o governador.
“Essa renovação do PAF já foi votada diversas vezes no passado, inclusive no governo anterior ao meu. É uma postura destrutiva, que demonstra total irresponsabilidade com o povo mineiro que, se prosperar, vai significar salários atrasados e nenhum reajuste para categoria alguma. É uma medida totalmente impensada, responsável e que precisa ser repudiada”, afirmou Zema.
Manobras da oposição
Zema afirmou que o presidente da ALMG, deputado Tadeu Martins Leite, do MDB, não conseguiu segurar colocar o PAF para votação por conta das manobras regimentais dos deputados de oposição.
“Nosso contato com a Assembleia tem sido extremamente positivo e produtivo. Só tenho elogios a fazer ao presidente Tadeu Leite, que tem conduzido muito bem e dialogado. Ele sequer teve a condição de levar isso para votação, porque o regimento possibilita que uma minoria — nesse caso, uma minoria totalmente irresponsável — fizesse essa obstrução”, disse Zema.
O governador disse ainda que a postura da oposição pode provocar o atraso de salários de servidores.
“Se amanhã o governo começar a atrasar compromissos, quero ver como essa minoria vai responder. Na hora em que o salário atrasar, quero ver o que vão falar. Lá atrás, provaram isso diversas vezes. Parece que o que estão querendo é fazer uma sabotagem a um governo que está dando certo”, continuou.
Disputa judicial
Nessa quinta-feira, em entrevista à Itatiaia, o vice-governador Mateus Simões (Novo) afirmou que o Estado vai acionar o Supremo Tribunal Federal para evitar que o Estado seja obrigado a pagar os R$ 15 bilhões à vista a União.
A adesão ao PAF é requisito aos estados que querem aderir ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF), visto pela área econômica do governo como solução para renegociar dívida de R$ 160 bilhões contraída junto à União.
O RRF gera críticas da oposição, que teme desinvestimentos em políticas públicas e prejuízos ao funcionalismo.