A Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa de Minas (ALMG) pediu à Polícia Militar de Minas Gerais a suspensão e retirada da escolta da deputada Andréia de Jesus (PT). A justificativa, segundo o texto, é que “para a parlamentar, os Policiais Militares continuam ‘aplicando o papel de capitão do mato”.
O deputado Sargento Rodrigues (PL), presidente da comissão, afirma, no requerimento, que não é possível manter escolta policial a quem “reprova, desclassifica, inabilita e defende a eliminação da Polícia Militar de Minas Gerais”. O requerimento transcreve uma fala da parlamentar na Assembleia, em 9 de fevereiro de 2023, em que ela defende a desmilitarização das polícias.
“Ela desacredita, desautoriza, ataca o tempo todo. Em plenário, nas comissões, em suas redes sociais. Como a instituição pode oferecer uma escolta pessoal a uma deputada, por policiais militares, sendo que ela mesmo defende o fim da instituição, desacredita e não confia o trabalho da forma que ela ataca constantemente os integrantes da Polícia Militar de Minas Gerais?”, questionou Sargento Rodrigues à Itatiaia.
Em uma publicação nas redes sociais, Andréia de Jesus afirmou que foi pega de surpresa com o requerimento e que a escolta é uma medida protetiva adotada desde que ela foi incluída no programa de proteção dos defensores de Direitos Humanos.
“Diante de tantas ameaças contra minha vida, solicitar o fim da minha escolta policial é autorizar o assassinato de uma mulher negra legitimamente eleita”, escreveu a parlamentar.
“No mês em que a abolição foi formalmente abolida no Brasil, as mulheres negras ainda seguem sendo as maiores vítimas da violência política, de gênero e raça. Tomarei todas as medidas cabíveis, não irão me calar”, acrescentou Andréia de Jesus.
A assessoria da deputada afirmou que o Ministério Público será acionado para apuração sobre possível crime de desinformação e violência política de gênero e raça, e que a escolta é uma medida protetiva diante de ameaças que ela recebe desde que assumiu a Comissão de Direitos Humanos.
Andreia de Jesus tem escolta policial há um ano e meio, devido a