O presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Vital do Rêgo, afirmou que o Banco Central (BC) busca o “selo de qualidade” da Corte nas apurações que envolvem a liquidação extrajudicial do Banco Master.
“Tivemos do Banco Central as portas abertas para o poder fiscalizatório de segunda ordem do TCU. Eu agradeço muito a forma como o Banco Central se portou, porque o Banco Central quer o selo de qualidade do TCU”, afirmou o ministro em entrevista a jornalistas nesta segunda-feira (12).
A declaração foi dada após reunião entre Vital do Rêgo e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para tratar dos impasses relacionados à apuração do processo de liquidação do Banco Master.
BRB pede acesso à investigação contra o Banco Master Master: TCU e BC se reúnem nesta segunda (12) para alinhar novas etapas de fiscalização Justiça dos EUA valida liquidação do Banco Master conduzida pelo BC Galípolo se reúne com presidente do TCU em meio à crise do Banco Master
Durante a entrevista, o presidente do TCU destacou que o encontro foi positivo e que as instituições vão estabelecer um calendário conjunto para dar andamento aos trabalhos.
Segundo ele, o Banco Central disponibilizou dois diretores para interlocução direta com o TCU.
“Vamos fazer um calendário entre as nossas unidades. Já habilitei para o BC os nossos interlocutores, o BC já habilitou dois diretores da instituição e vamos prosseguir rapidamente, porque o compromisso da Corte é concluir esse processo o mais rápido possível”, completou.
A reunião buscou construir uma solução conjunta entre o Banco Central e o TCU antes do julgamento de um recurso apresentado pela autoridade monetária no plenário da Corte.
A expectativa é que o embargo seja analisado na primeira sessão do TCU após o recesso, marcada para 21 de janeiro.
Após a escalada do embate com a autarquia e a resistência de uma ala do tribunal à investigação, o relator do caso, ministro Jhonatan de Jesus, suspendeu a inspeção no Banco Central a pedido do presidente da Corte.
A expectativa é que o processo avance de forma coordenada, respeitando as competências do Banco Central e o papel fiscalizador do Tribunal de Contas da União.