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Por que Fabiana Justus não conheceu doador de medula óssea? Entenda regra de sigilo

Influenciadora manifestou o desejo de se encontrar com a pessoa que doou células-tronco para o transplante que recebeu

Fabiana Justus trata uma leucemia mieloide aguda e recebeu, na última quarta-feira (27), um transplante de medula óssea. A influenciadora de 37 anos, filha do empresário Roberto Justus, explicou que recebeu as células-tronco de um doador anônimo, que também não a conhece.

“Tem uma pessoa do outro lado do mundo que se dedicou, está lá tirando sangue. Eu serei eternamente grata”, relatou Fabiana em um trecho de vídeo gravado antes da realização do transplante. Mostrando tudo que aconteceu desde a nova hospitalização, Fabiana explicou um pouco do processo nas redes sociais, onde também publicou uma carta aberta ao doador.

"É muito diferente de transplantes de órgãos sólidos, que existe uma fila. Não tem fila, eles procuram tanto no banco nacional, como internacional, um doador perfeito para a sua medula, que seja compatível com você", seguiu a Fabiana ao falar do processo de transplante.

“Minhas grandes bençãos foram: ter encontrado um doador 100% e que ele foi super solícito para doar”, anunciou. Fabiana ainda não sabe da identidade do doador. “Ele só tem uma informação: que eu sou adulta”, relatou a filha de Roberto Justus, que não conhece o doador devido às regras de sigilo.

"É muito lindo esse processo, de emocionar mesmo. É parte da minha cura e eu quero muito conhecer esse ser humano de luz, essa alma boa. Eu não tenho palavras para explicar como eu sou grata”, acrescentou, destacando que tem interesse em conhecer o responsável por doar células-tronco a ela.

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Como funciona o sigilo?

Segundo as políticas institucionais do Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome), a identidade do paciente e do doador de medula é protegida durante o processo do transplante. A confidencialidade só pode ser quebrada pouco mais de um ano após o transplante e a “pega” da medula, se ambos tiverem de acordo.

“A quebra de confidencialidade pode se dar 18 meses após a data de realização do transplante e somente se for consensual, ou seja, de interesse das duas partes – doador e receptor. Uma vez que o paciente pode ser de outro país, deve-se observar as regras desse local para a revelação”, explicam as políticas do órgão.

O Redome destaca que os pacientes transplantados devem “estar preparados para a possibilidade de não conhecer o receptor”, considerando que o processo também será afetado por regras de outro país. “A confidencialidade também se refere ao sigilo de informações referentes a todo o processo de doação, seja para a mídia ou em redes sociais”, encerra a regra de sigilo.

Descoberta da doença e início do tratamento

No dia 25 de janeiro deste ano, Fabiana revelou ter sido diagnosticada com leucemia mieloide aguda. “O nome assusta, tudo assusta, mas estou nas mãos de um super médico, sendo muito bem assistida e as coisas foram muito rápidas, até pela característica da doença e a forma que tem que ser o tratamento”, contou.

À época, a influenciadora explicou como descobriu a doença. “Vim para o pronto-socorro com uma dor esquisita nas costas e febre e desde então não saí mais daqui. Já internei, fiz o exame para ver o que era, coloquei o cateter e já comecei a quimioterapia”, detalhou.

Aos 37 anos, Fabiana passou por um transplante de medula óssea na última quarta-feira (27). A influenciadora, que é filha do apresentador Roberto Justus, possui leucemia mieloide aguda e conseguiu um doador 100% compatível, que ela ainda não conhece e chama de “gêmeo de medula”.

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Maria Clara Lacerda é jornalista formada pela PUC Minas e apaixonada por contar histórias. Na Rádio de Minas desde 2021, é repórter de entretenimento, com foco em cultura pop e gastronomia.


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