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Quem tem doenças respiratórias pode fazer exercícios? Especialistas explicam e deixam alerta

Pessoas com asma, bronquite ou sequelas após Covid-19 devem ter cuidados especiais merece cuidados especias durante a prática de atividade física

Quem tem doenças respiratórias pode fazer exercícios? Especialistas explicam e deixam alerta

Para pessoas com asma ou bronquite, a prática de exercícios físicos pode parecer arriscada. No entanto, especialistas garantem: quando bem orientada, a atividade física não só é segura, como também pode ser uma aliada na redução de crises, na melhora da capacidade pulmonar e na promoção do bem-estar geral.

“As pessoas com doenças respiratórias crônicas não devem ser afastadas do exercício físico. Pelo contrário, o movimento é essencial para fortalecer o sistema cardiorrespiratório e melhorar a tolerância ao esforço. A chave está na individualização do treino”, afirma a Profissional de Educação Física, Larissa Ciodaro.

De acordo com Larissa, o primeiro passo é a avaliação médica e física completa. A partir disso, é possível montar um plano com foco em atividades aeróbicas de leve a moderada intensidade, como caminhada, bicicleta ergométrica, hidroginástica ou pilates.

“O aluno precisa de um acompanhamento constante para ajustar o esforço e evitar sobrecargas. Também é importante treinar em locais com temperatura amena, boa ventilação e longe de agentes alérgenos, como mofo ou poeira”.

Protocolos de treino e aquecimento

Para garantir segurança e resultados, alguns cuidados são fundamentais:

  • Aquecimento leve e progressivo: preparar o sistema respiratório com alongamentos e movimentos de baixa intensidade por pelo menos 10 minutos antes da atividade principal.
  • Respiração controlada: exercícios que associam movimentos ao ritmo respiratório ajudam a desenvolver consciência corporal e reduzir a ansiedade respiratória.
  • Ambiente adequado: locais abertos, bem ventilados e com temperatura estável são ideais. Evite treinos ao ar livre em dias frios e secos ou com alta poluição.
  • Uso preventivo da medicação: pessoas que usam broncodilatadores devem levar o inalador sempre e, em alguns casos, usá-lo antes do treino, conforme orientação médica.

O que evitar:

Exercícios de alta intensidade sem aquecimento prévio

Pulmões com sensibilidade precisam de tempo para se adaptar ao esforço. Comece com alongamentos e atividades leves, como caminhada ou bicicleta leve, por pelo menos 10 a 15 minutos.

Treinos aeróbicos extenuantes sem acompanhamento

Correr em esteira ou fazer aula de spinning em ritmo acelerado pode causar falta de ar, chiado ou desconforto. Faça uma progressão gradual e, se possível, com monitoramento de um profissional.

Excesso de carga nos treinos de força

Levantar peso em excesso pode aumentar a pressão torácica e dificultar a respiração. Mantenha a carga moderada, com foco em técnica e regularidade. Ignorar sinais do corpo

Falta de ar, cansaço excessivo, chiado no peito ou tosse são sinais de alerta. Nesses casos, é fundamental parar a atividade e, se necessário, buscar orientação médica.

Abandonar ou não usar a medicação prescrita

Se a pessoa usa broncodilatadores ou outros medicamentos de controle, é essencial seguir as orientações do seu pneumologista. Em muitos casos, recomenda-se usar a medicação cerca de 15 minutos antes do treino.

Larissa reforça que o sedentarismo é um fator agravante para doenças respiratórias e que a inclusão do paciente em uma rotina ativa traz benefícios físicos e emocionais. “A prática regular melhora a autoestima, o humor e promove maior autonomia. A doença pode até limitar, mas com apoio certo, ela não precisa parar ninguém.”

Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), já trabalhou na Record TV e na Rede Minas. Atualmente é repórter multimídia e apresenta o ‘Tá Sabendo’ no Instagram da Itatiaia.