Para pessoas com
“As pessoas com doenças respiratórias crônicas não devem ser afastadas do exercício físico. Pelo contrário, o movimento é essencial para fortalecer o sistema cardiorrespiratório e melhorar a tolerância ao esforço. A chave está na individualização do treino”, afirma a Profissional de Educação Física, Larissa Ciodaro.
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De acordo com Larissa, o primeiro passo é a avaliação médica e física completa. A partir disso, é possível montar um plano com foco em atividades aeróbicas de leve a moderada intensidade, como caminhada, bicicleta ergométrica, hidroginástica ou pilates.
“O aluno precisa de um acompanhamento constante para ajustar o esforço e evitar sobrecargas. Também é importante treinar em locais com temperatura amena, boa ventilação e longe de agentes alérgenos, como mofo ou poeira”.
Protocolos de treino e aquecimento
Para garantir segurança e resultados, alguns cuidados são fundamentais:
- Aquecimento leve e progressivo: preparar o sistema respiratório com alongamentos e movimentos de baixa intensidade por pelo menos 10 minutos antes da atividade principal.
- Respiração controlada: exercícios que associam movimentos ao ritmo respiratório ajudam a desenvolver consciência corporal e reduzir a ansiedade respiratória.
- Ambiente adequado: locais abertos, bem ventilados e com temperatura estável são ideais. Evite treinos ao ar livre em dias frios e secos ou com alta poluição.
- Uso preventivo da medicação: pessoas que usam broncodilatadores devem levar o inalador sempre e, em alguns casos, usá-lo antes do treino, conforme orientação médica.
O que evitar:
Exercícios de alta intensidade sem aquecimento prévio
Pulmões com sensibilidade precisam de tempo para se adaptar ao esforço. Comece com alongamentos e atividades leves, como caminhada ou bicicleta leve, por pelo menos 10 a 15 minutos.
Treinos aeróbicos extenuantes sem acompanhamento
Correr em esteira ou fazer aula de spinning em ritmo acelerado pode causar falta de ar, chiado ou desconforto. Faça uma progressão gradual e, se possível, com monitoramento de um profissional.
Excesso de carga nos treinos de força
Levantar peso em excesso pode aumentar a pressão torácica e dificultar a respiração. Mantenha a carga moderada, com foco em técnica e regularidade. Ignorar sinais do corpo
Falta de ar, cansaço excessivo, chiado no peito ou tosse são sinais de alerta. Nesses casos, é fundamental parar a atividade e, se necessário, buscar orientação médica.
Abandonar ou não usar a medicação prescrita
Se a pessoa usa broncodilatadores ou outros medicamentos de controle, é essencial seguir as orientações do seu pneumologista. Em muitos casos, recomenda-se usar a medicação cerca de 15 minutos antes do treino.
Larissa reforça que o sedentarismo é um fator agravante para doenças respiratórias e que a inclusão do paciente em uma rotina ativa traz benefícios físicos e emocionais. “A prática regular melhora a autoestima, o humor e promove maior autonomia. A doença pode até limitar, mas com apoio certo, ela não precisa parar ninguém.”