Belo Horizonte
Itatiaia

Veja as declarações de Lula sobre Trump e a relação entre Brasil e EUA

O presidente reconheceu o aceno da Casa Branca e se disse 'otimista' para o encontro com o republicano, que ainda não tem data marcada

Por
O texto aponta que o ex-gerente de comunicação da Petrobras Geovane de Morais teria adotado um esquema de desvios de recursos da estatal com anuência do ex-presidente
Lula (PT), presidente do Brasil. • Lula não vai comentar reportagem da Veja ( Ricardo Stuckert/ Instituto Lula)

O presidente Lula (PT) afirmou, nesta quarta-feira (24), que está "otimista" para o encontro com o homólogo dos Estados Unidos, Donald Trump, na próxima semana. Em discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), na última terça-feira (23), o republicano elogiou o brasileiro, afirmando que os dois tiveram "química excelente" e se abraçaram brevemente.

Em Nova York, antes de retornar ao Brasil, Lula comentou sobre o estadunidense.

"Pintou uma química mesmo"

"Acho que a relação humana é 80% química, 20% emoção. É muito importante essa relação, torço para que dê certo. O Brasil e os EUA são as duas maiores democracias do continente americano; temos muitos interesses comerciais, industriais, tecnológicos e científicos".

— disse Lula.

Sem pegadinhas

Questionado sobre a possibilidade de o encontro com Trump gerar algum constrangimento, como aconteceu com Volodymyr Zelensky, em março deste ano, na Casa Branca, Lula respondeu que não pode haver brincadeira "entre dois homens de 80 anos". "Vamos conversar como dois homens civilizados. Não existe espaço para brincadeira. O que existe é espaço e necessidade de conversar sobre conflitos", declarou.

Convite para COP30

O presidente disse que convidou formalmente o republicano, e outras lideranças internacionais, para acompanhar a 30ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), que será sediada em novembro, em Belém, no Pará.

Mal-informado

Ainda em coletiva de imprensa, o petista declarou que o homólogo recebeu informações falsas sobre o Brasil, o que poderia ter motivado a tomada de "decisões que não são aceitáveis na relação de dois países que têm vínculo diplomático há mais de 200 anos".

O presidente disse que espera que, no encontro com Trump, possa esclarecer as informações e que "tudo isso" seja resolvido.

Lula ressaltou também que, apesar do aceno, a soberania brasileira e a democracia "não são discutíveis". "Quando houver eleições nos Estados Unidos, eu não me meto. E quando houver eleições no Brasil, ele não se mete. É assim que a gente faz. A gente acata o resultado da soberania do povo nas urnas de cada país", disse.

Quando o encontro vai acontecer?

Lula retorna, nesta quarta, ao Brasil após a participação na Assembleia Geral. Ao responder se voltaria aos Estados Unidos na próxima semana para conversar com Trump, afirmou que isso ainda será decidido, mas que não há pressa. "Não precisa ser amanhã ou depois de amanhã. Vai ser quando ele achar que devemos conversar; nós vamos conversar. Estou disposto", concluiu.

Por

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, já foi produtora de programas da grade e repórter da Central de Trânsito Itatiaia Emive.