Um mês antes da prisão de Maduro, Trump perdoou ex-presidente condenado por tráfico

Americano concedeu perdão a Juan Hernández, ex-presidente de Honduras condenado nos EUA a 45 anos de prisão por tráfico de drogas

Trump determinou o ataque americano a Venezuela e a prisão de Nicolás Maduro

No início de dezembro de 2025, o presidente americano Donald Trump concedeu perdão ao ex-presidente de Honduras, Juan Orlando Hernández, condenado a 45 anos de prisão nos Estados Unidos por associação ao tráfico de drogas. A decisão aconteceu pouco mais de um mês antes da operação militar na Venezuela que resultou na captura de Nicolás Maduro sob a prerrogativa de julgá-lo, também, por narcotráfico.

Hernández, que governou Honduras de 2014 a 2022, foi condenado em 2024 e deixou a prisão em 1º de dezembro do ano passado. A decisão de prender o hondurenho se deu durante a presidência do democrata Joe Biden nos Estados Unidos e foi considerada como perseguição política por Trump.

Como pano de fundo do perdão americano a Hernández estava a eleição no país centro-americano. No último dezembro, com apoio manifesto de Trump, Nasry Afura foi declarado eleito presidente de Honduras com 40,3% dos votos.

Nas urnas, Asfura venceu o centrista Salvador Nasralla em um pleito marcado por declarações e chantagens de Trump. O americano chegou a a ameaçar o corte do apoio financeiro dos EUA a Honduras em caso de resultado eleitoral diferente da vitória de seu aliado.

Prisão de Maduro

Nicolás Maduro foi detido na madrugada de sábado (3) em Caracas e foi levado aos EUA junto da esposa Cilia Flores, primeira-dama da Venezuela. O casal é acusado pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos por crimes como narcoterrorismo, tráfico internacional de drogas e porte ilegal de armas.

Nesta segunda-feira (5), Maduro se apresentará a um juiz americano em Nova York, que o notificará formalmente sobre as acusações.

Apesar das justificativas calcadas no combate ao narcotráfico, o tema ficou em segundo plano nas declarações de Trump repercutindo a operação na Venezuela.

Em entrevista coletiva realizada horas após a prisão de Maduro, o americano indicou que controlaria temporariamente o governo do país sul-americano e regularia a produção de petróleo venezuelana.

Leia também

Repórter de política da Itatiaia, é jornalista formado pela UFMG com graduação também em Relações Públicas. Foi repórter de cidades no Hoje em Dia. No jornal Estado de Minas, trabalhou na editoria de Política com contribuições para a coluna do caderno e para o suplemento de literatura.

Ouvindo...