Trump diz que vai controlar venda de petróleo na Venezuela ‘para o bem’ do país

Governo interino do país caribenho vai vender entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo no mercado internacional, segundo os Estados Unidos

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, na noite desta terça-feira (6), que as autoridades interinas da Venezuela entregarão entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo ao seu país. A declaração foi publicada na rede social de Donald Trump, Truth Social.

De acordo com o republicano, a mercadoria será “vendida a preço de mercado” e o dinheiro será “controlado por mim, como presidente dos Estados Unidos” para “garantir que seja usado em benefício do povo da Venezuela e dos Estados Unidos”.

O presidente norte-americano pediu ao secretário de Energia, Chris Wright, que execute o plano de venda do petróleo “imediatamente”. “Ele será transportado por navios de armazenamento e levado diretamente aos portos de descarregamento nos Estados Unidos”, informou o chefe de Estado.

No sábado (3), o então presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, foi deposto pelos Estados Unidos após uma operação militar no país caribenho. Maduro, que foi capturado junto à esposa, Cilia Flores, está sendo julgado por acusações de terrorismo e tráfico de drogas em Nova York.

Cronologia da prisão de Maduro

Ataque e captura (02h50 – 03h20)

  • 02h50 | Explosões em Caracas: Moradores da capital venezuelana relataram tremores e o som de aeronaves de guerra. Pelo menos sete explosões foram ouvidas em um intervalo de 30 minutos. Segundo informações obtidas pelo The New York Times, a ofensiva inicial deixou ao menos 40 mortos.
  • 03h00 | A Invasão da Força Delta: Tropas de elite da Força Delta invadiram o complexo onde Maduro estava com sua esposa, Cilia Flores. A inteligência da CIA, que monitorava o padrão de vida de Maduro desde agosto, foi crucial para o sucesso da incursão.
  • 03h20 | Extração Aérea: Em menos de meia hora, Maduro e Cilia foram retirados de helicóptero e levados ao navio militar USS Iwo Jima, posicionado estrategicamente no Mar do Caribe.

    Operação concluída (06h21 – 13h40)

    • 06h21 | Anúncio de Trump: Através da rede Truth Social, Donald Trump oficializou a captura: “Os EUA realizaram com sucesso um ataque de grande escala. Maduro foi capturado e retirado do país por via aérea”.
    • 06h40 | Reação Venezuelana: A TV estatal da Venezuela classificou a ação como “sequestro” e uma “violação flagrante da soberania e da Carta das Nações Unidas”. O governo chavista acusou os EUA de tentarem confiscar os recursos minerais e o petróleo do país.
    • 13h23 | A Foto do Flagra: Trump publicou a primeira imagem de Maduro sob custódia. Na foto, o venezuelano aparece algemado, com os olhos vendados e usando fones de ouvido.
    • 13h40 | Governo de Transição: Em coletiva em Mar-a-Lago, Trump afirmou que os EUA governarão a Venezuela imediatamente para garantir uma “transição sensata”. Ele descartou o apoio à opositora María Corina Machado, afirmando que ela não teria força para governar sozinha.

    Situação da Venezuela (15h00 – 18h40)

    • 15h00 | Substituição em Caracas: A vice-presidente Delcy Rodríguez rejeitou a autoridade americana e convocou um conselho especial de defesa. No entanto, a Suprema Corte da Venezuela ordenou que Rodríguez assuma a presidência interina para garantir a continuidade administrativa do país.
    • 18h40 | Desembarque em Nova York: A aeronave militar com Maduro pousou na Base Aérea de Stewart, em Nova York. Escoltado por mais de uma dúzia de agentes federais da DEA, Maduro foi visto algemado e vestindo roupas cinzas. Ele passou pelo processo de fichamento, incluindo coleta de digitais e fotos judiciais.

    Prisão (23h00)

    Julgamento

    Às 14h de segunda-feira (5), Maduro passou por audiência de custódia. O juiz federal Alvin K. Hellerstein, de 92 anos, é responsável pelo caso. Ele e a esposa, Cilia Flores, se declararam inocentes.

    Uma nova audiência sobre o caso foi marcada para o dia 17 de março, às 11h do horário local, sendo 13h em Brasília.

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    Jornalista pela UFMG, Lucas Negrisoli é editor de política. Tem experiência em coberturas de política, economia, tecnologia e trends. Tem passagens como repórter pelo jornal O Tempo e como editor pelo portal BHAZ. Foi agraciado com o prêmio CDL/BH em 2024.

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