Data da próxima audiência de Maduro e esposa é revelada; saiba quando será

Nicolás Maduro e Cilia Flores foram a tribunal nesta segunda-feira (5)

Cilia Flores, esposa de Nicolás Maduro, e presidente da Venezuela

A próxima audiência de Nicolás Maduro e da esposa, Cilia Flores, nos Estados Unidos, foi marcada pelo juiz federal Alvin Hellerstein para o dia 17 de março, às 11h do horário local, sendo 13h em Brasília.

Maduro e a esposa passaram pela “first appearance”, que é como se fosse uma audiência de custódia no Brasil, nesta segunda-feira (5), em Nova York. Durante a audiência, eles ficaram frente a frente pela primeira vez com o juiz Hellerstein, responsável pelo caso.

Em tribunal, foi definido o cronograma do processo, foram apresentadas formalmente as acusações e designadas as defesas de cada um dos acusados.

Maduro recebeu a acusação de associação ao narcotráfico e narcoterrorismo ainda no primeiro mandato de Trump. Dessa vez, foi feita uma nova acusação com quatro pontos: ligação ao narcotráfico, conspiração ao tráfico de cocaína, porte ilegal de armas e conspiração para entrada e recebimento de armas.

Maduro disse várias vezes, em espanhol que era o presidente da Venezuela e foi repreendido pelo juiz. Por meio de um intérprete, e le disse que é inocente, não é culpado e que é um “homem decente”. Ele é representado pelo criminalista Barry Pollack.

Cilia Flores também se declarou inocente das acusações e disse que é “a primeira-dama da República da Venezuela”. O advogado dela, Mark Donnelly, alegou que a mulher, de 69 anos, pode ter uma fratura ou hematoma grave nas costelas e precisa de atenção.

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Cronologia da prisão de Maduro

Ataque e captura (02h50 – 03h20)

  • 02h50 | Explosões em Caracas: Moradores da capital venezuelana relataram tremores e o som de aeronaves de guerra. Pelo menos sete explosões foram ouvidas em um intervalo de 30 minutos. Segundo informações obtidas pelo The New York Times, a ofensiva inicial deixou ao menos 40 mortos.
  • 03h00 | A Invasão da Força Delta: Tropas de elite da Força Delta invadiram o complexo onde Maduro estava com sua esposa, Cilia Flores. A inteligência da CIA, que monitorava o padrão de vida de Maduro desde agosto, foi crucial para o sucesso da incursão.
  • 03h20 | Extração Aérea: Em menos de meia hora, Maduro e Cilia foram retirados de helicóptero e levados ao navio militar USS Iwo Jima, posicionado estrategicamente no Mar do Caribe.

    Operação concluída (06h21 – 13h40)

    • 06h21 | Anúncio de Trump: Através da rede Truth Social, Donald Trump oficializou a captura: “Os EUA realizaram com sucesso um ataque de grande escala. Maduro foi capturado e retirado do país por via aérea”.
    • 06h40 | Reação Venezuelana: A TV estatal da Venezuela classificou a ação como “sequestro” e uma “violação flagrante da soberania e da Carta das Nações Unidas”. O governo chavista acusou os EUA de tentarem confiscar os recursos minerais e o petróleo do país.
    • 13h23 | A Foto do Flagra: Trump publicou a primeira imagem de Maduro sob custódia. Na foto, o venezuelano aparece algemado, com os olhos vendados e usando fones de ouvido.
    • 13h40 | Governo de Transição: Em coletiva em Mar-a-Lago, Trump afirmou que os EUA governarão a Venezuela imediatamente para garantir uma “transição sensata”. Ele descartou o apoio à opositora María Corina Machado, afirmando que ela não teria força para governar sozinha.

    Situação da Venezuela (15h00 – 18h40)

    • 15h00 | Substituição em Caracas: A vice-presidente Delcy Rodríguez rejeitou a autoridade americana e convocou um conselho especial de defesa. No entanto, a Suprema Corte da Venezuela ordenou que Rodríguez assuma a presidência interina para garantir a continuidade administrativa do país.
    • 18h40 | Desembarque em Nova York: A aeronave militar com Maduro pousou na Base Aérea de Stewart, em Nova York. Escoltado por mais de uma dúzia de agentes federais da DEA, Maduro foi visto algemado e vestindo roupas cinzas. Ele passou pelo processo de fichamento, incluindo coleta de digitais e fotos judiciais.

    Prisão (23h00)

    De acordo com fontes militares citadas pela CNN, nenhum soldado americano morreu na operação, embora alguns tenham sofrido ferimentos por estilhaços durante o confronto em solo.

    Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.

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