Maduro usou conjunto da Nike que pode custar até R$ 1,4 mil

Líder venezuelano, porém, chegou aos EUA utilizando outra roupa, dessa vez sem marcas

Maduro usava conjunto da Nike enquanto foi preso

O líder venezuelano Nicolás Maduro foi capturado pelos Estados Unidos neste sábado (3) em Caracas, na Venezuela, e levado de avião para Nova York, onde passará por julgamento. Porém, nas redes sociais, um detalhe inusitado chamou a atenção: a roupa do venezuelano.

O presidente dos EUA, Donald Trump, compartilhou uma foto de Maduro preso, com os olhos e ouvidos tampados. Na imagem, ele usava um conjunto da Nike, que pode custar 101,97 dólares (R$ 552,99, na cotação atual) na loja americana. Ele pode chegar a custar 135 dólares (R$ 732,12).

A Nike também comercializa o conjunto separado. O agasalho custa 140 dólares (R$ 758,80) no site, enquanto a calça custa 120 dólares (R$ 650,40).

“Imagem do Maduro sendo capturado no navio dos EUA. O que me chamou atenção foi o conjuntinho da Nike ‘socialismo para o povo, capitalismo para mim’”, escreveu uma internauta no X. “Este é o mundo de farsa em que vivemos. O conjunto da Nike que Maduro estava usando está esgotando”, publicou outro.

A repercussão da roupa foi tamanha que o termo “Nike Tech Fleece”, nome da roupa usada por Maduro, esteve em alta nas buscas no Google Trends desde este sábado (3). O pico de pesquisas foi às 2h52 deste domingo (4).

Buscas por Nike Tech Fleece no Google Trends

Embora tenha usado o conjunto da Nike ao ser capturado na manhã de sábado (3), o líder venezuelano desembarcou em Nova York com outra roupa. No desembarque, ele usava um agasalho preto, sem marca aparente, e uma calça da mesma cor, também sem nenhuma marca.

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Prisão de Maduro

A operação dos Estados Unidos que acabou com a prisão de Maduro na Venezuela ocorreu após meses de tensão entre os dois países. As Forças Armadas dos Estados Unidos ocupavam o mar do caribe com uma intensa mobilização de tropas, incluindo o maior porta-aviões do mundo e dezenas de caças. Até então, as ações estavam concentradas em atacar barcos que, supostamente, seriam do narcotráfico. Maduro foi capturado em 47 segundos.

Trump afirmou que os EUA vão governar a Venezuela até que haja uma transição democrática no país. Ele também ressaltou o interesse nas reservas de petróleo, e afirmou que empresas americanas vão voltar a operar em território venezuelano. Atualmente, a petrolífera americana Chevron já opera com autorização especial, mas empresas como Exxon Mobil foram expropriadas do país.

Sem Maduro, a vice-presidente Delcy Rodríguez assume interinamente o país. Em pronunciamento, ela afirmou que a Venezuela vai se defender da ofensiva americana e que “jamais será colônia de nenhuma nação”. “Nós estamos prontos para defender a Venezuela, nós estamos prontos para defender nossos recursos naturais, que devem ser para o desenvolvimento nacional”, disse.

Maduro foi levado de avião a Nova York, onde chegou na noite deste sábado (3) sob forte escolta militar. Em Nova York, Maduro deve ser levado para um centro de detenção onde vai aguardar julgamento em um Tribunal Federal. Segundo a procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, o venezuelano é acusado de 20 crimes, incluindo narcoterrorismo e tráfico internacional de drogas. A primeira audiência deve ocorrer já na segunda-feira (5).

O Conselho de Segurança da ONU se reúne nesta segunda (5) para debater as ações dos EUA na Venezuela.

Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.

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