Maduro chega aos EUA sob forte escolta militar e será levado para centro de detenção

Presidente da Venezuela foi levado para os Estados Unidos, onde vai ser julgado por 20 crimes

Maduro chegou aos Estados Unidos na noite deste sábado (3)

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, chegou aos Estados Unidos sob uma forte escolta militar na noite deste sábado (3). O avião do Departamento de Justiça americano pousou na base aérea de Stewart da Guarda Nacional, em Newburgh, Nova York, por volta de 19h, com Maduro e sua esposa, Cilia Flores, capturados pelas Forças Armadas Americanas.

O venezuelano demorou cerca de 40 minutos para desembarcar da aeronave, e foi acompanhado por quase uma centena de militares fortemente armados. Enquanto Maduro descia as escadas, pelo menos um deles filmava o presidente da Venezuela, que aparentava estar com o rosto coberto por um pano.

Em Nova York, Maduro deve ser levado para um centro de detenção onde vai aguardar julgamento em um Tribunal Federal. Segundo a procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, o venezuelano é acusado de 20 crimes, incluindo narcoterrorismo e tráfico internacional de drogas. A primeira audiência deve ocorrer já na segunda-feira (5).

A operação dos Estados Unidos na Venezuela ocorreu após meses de tensão entre os dois países. As Forças Armadas dos Estados Unidos ocupavam o mar do caribe com uma intensa mobilização de tropas, incluindo o maior porta-aviões do mundo e dezenas de caças. Até então, as ações estavam concentradas em atacar barcos que, supostamente, seriam do narcotráfico.

Trump afirmou que os EUA vão governar a Venezuela até que haja uma transição democrática no país. Ele também ressaltou o interesse nas reservas de petróleo, e afirmou que empresas americanas vão voltar a operar em território venezuelano. Atualmente, a petrolífera americana Chevron já opera com autorização especial, mas empresas como Exxon Mobil foram expropriadas do país.

Sem Maduro, a vice-presidente Delcy Rodríguez assume interinamente o país. Em pronunciamento, ela afirmou que a Venezuela vai se defender da ofensiva americana e que “jamais será colônia de nenhuma nação”. “Nós estamos prontos para defender a Venezuela, nós estamos prontos para defender nossos recursos naturais, que devem ser para o desenvolvimento nacional”, disse.

Leia também

Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.

Ouvindo...