EUA vão participar da cúpula do Caribe para pedir frente unida contra Venezuela e Cuba

País será representado pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rúbio; entre as pautas dos EUA está o combate à imigração

Secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, representará os EUA na cúpula do Caribe

Os Estados Unidos participarão de uma cúpula da Comunidade do Caribe (Caricom), nesta semana. O país irá defender uma posição comum sobre a Venezuela e manter a pressão sobre Cuba.

O secretário de Estado norte-americano, Marco Rúbio, será o representante do país na cúpula das nações caribenhas, que acontece nesta quarta-feira (25), na pequena nação insular de São Cristóvão e Névis.

As prioridades do presidente estadunidense, Donald Trump, serão defendidas por Rúbio. Entre as pautas está o combate à imigração irregular, afirmou o porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott, nesta segunda-feira (23).

O secretário “reafirmará o compromisso dos Estados Unidos em trabalhar com os Estados-membros da Caricom para aumentar a estabilidade e a prosperidade em nosso hemisfério”, explicou Pigott em um comunicado.

A cúpula da Caricom também abordará a persistente crise no Haiti, um país pobre e assolado pela violência, onde um conselho de transição recentemente entregou o poder ao primeiro-ministro apoiado pelos EUA após não conseguir controlar gangues armadas, e sem perspectivas reais de eleições.

Venezuela

A operação militar dos Estados Unidos que capturou o então presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em 3 de janeiro deste ano, foi recebida com cautela na região do Caribe. A maioria dos países se mostrou reservado em reações públicas sobre o caso, embora Trinidad e Tobago tenham fornecido apoio logístico para a operação, além de apoiarem abertamente os ataques militares que os Estados Unidos lançaram na região em setembro contra suspeitos de tráfico de drogas.

Durante anos, a Venezuela foi vista pela maioria de seus vizinhos caribenhos como uma fonte de instabilidade, à medida que milhões fugiam de sua economia em ruínas.

Cuba

Por outro lado, nações da comunidades caribenhas mostram-se mais relutantes em cooperar com a pressão dos Estados Unidos sobre Cuba - país que não é membro do bloco, mas mantém relações de longa data com muito dos integrantes.

A ilha vem enfrentando uma crise energética que praticamente paralisou sua economia, principalmente depois que Washington cortou o fornecimento de petróleo da Venezuela, principal fornecedora. Além disso, os EUA ameaçaram impor sanções a outros países que vendessem combustível para Cuba.

Marco Rúbio, que tem ascendência cubana, busca derrubar o governo comunista que governa a ilha desde a revolução de 1959. O secretário de Estado mantém contato direto com o governo, segundo declarações do presidente Donald Trump. Ele, inclusive, estaria negociando com o neto de Raúl Castro, Raúl Guillermo Rodríguez Castro.

O chanceler de Cuba, Bruno Rodríguez, denunciou, nesta segunda-feira (23) em Genebra, o desejo dos Estados Unidos de criar uma “catástrofe humanitária” na ilha.

*Com informações da AFP.

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.

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