O presidente cubano
Miguel Díaz‑Canel afirmou, neste domingo (11), que o país está pronto para defender a pátria “até a última gota de sangue”. Por meio das redes sociais, mesmo sem citar o
presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o chefe de Estado declarou que Cuba não ataca, mas tem sido atacada pelos Estados Unidos por mais de seis décadas.
“
Aqueles que convertem tudo em negócio, inclusive vidas humanas, não têm moral para apontar o dedo para Cuba em nada, absolutamente nada”.
— escreveu Díaz‑Canel no X, antigo Twitter.
Neste domingo,
Trump fez uma nova ameaça aos cubanos, afirmando que eles deveriam fechar um acordo com os EUA “antes que fosse tarde demais”.
Após a operação militar dos Estados Unidos na Venezuela, que resultou na
captura de Nicolás Maduro, líder venezuelano, e de sua esposa, o republicano afirmou que Cuba não teria mais acesso ao petróleo nem ao dinheiro venezuelano. “Aqueles que hoje expressam sua raiva histérica contra a nossa nação o fazem por indignação com a decisão soberana deste povo de eleger seu modelo político”, rebateu o presidente cubano.
Essa não foi a primeira vez que Trump mencionou Cuba nos últimos dias. Uma semana atrás, no domingo (4), o presidente dos EUA afirmou que o governo cubano estava "à beira de cair” e que a economia do país pioraria sem acesso ao
petróleo venezuelano.
Na plataforma
Truth Social, Trump republicou uma mensagem sugerindo que o
secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, que é descendente de cubanos, deveria se tornar presidente de Cuba. Ele comentou que um eventual governo de Rubio “parecia ótimo”.
Ainda nas redes sociais, Díaz‑Canel afirmou que as dificuldades financeiras do país são reflexos de “medidas draconianas de estrangulamento extremo” impostas pelos Estados Unidos. “Cuba é uma nação livre, independente e soberana. Ninguém dita o que fazemos. Cuba não ataca, mas tem sido atacada pelos Estados Unidos durante 66 anos e não ameaça. Se prepara, pronta para defender a pátria até a última gota de sangue”, concluiu.