Trump sobe o tom e faz nova ameaça à Cuba: ‘Façam um acordo antes que seja tarde’

O presidente dos EUA afirmou nas redes sociais que Cuba ficará sem o “petróleo” e o “dinheiro” que, segundo ele, recebia da Venezuela de Nicolás Maduro

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (11), por meio das redes sociais, que Cuba não terá mais acesso ao petróleo nem ao dinheiro venezuelano, recomendando que o país latino‑americano faça um acordo com a Casa Branca “antes que seja tarde demais”.

As ameaças de Trump ocorrem uma semana após a ação ofensiva de militares estadunidenses na Venezuela, que resultou na captura de Nicolás Maduro, então presidente venezuelano, e de sua esposa.

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De acordo com o republicano, Cuba sobreviveu, durante “muitos anos”, com grandes quantidades de petróleo e dinheiro do governo venezuelano. Em troca, o país teria fornecido “serviços de segurança” para Maduro e seu antecessor, Hugo Chávez. “Isso acabou!”, reforçou ele. “A Venezuela agora tem os Estados Unidos da América, as forças armadas mais poderosas do mundo, para protegê‑la, e nós a protegeremos”, completou Trump.

Ofensiva contra países latinos

Essa não foi a primeira vez, nos últimos dias, em que o presidente dos EUA disparou contra Cuba. No último domingo (4), ele afirmou que o governo cubano estava "à beira de cair”, novamente mencionando a dependência da economia do país em relação ao petróleo venezuelano.

Trump chegou a declarar que não seria necessária nenhuma ação dos Estados Unidos, pois Cuba estaria “definitivamente afundando”.

Desde que retornou à presidência dos EUA, em janeiro de 2025, Trump tem feito uma série de ameaças e ofensivas econômicas contra países da América Latina — incluindo o Brasil.

A escalada mais grave na Venezuela começou com acusações de que Maduro teria relação com o narcotráfico, o que gerou uma série de ataques a embarcações no Caribe.

Na madrugada de 3 de janeiro, militares estadunidenses realizaram uma operação no território venezuelano. Nos Estados Unidos, Trump acompanhou toda a missão, que resultou na captura de Nicolás Maduro e de sua esposa em Caracas.

O episódio provocou críticas de países como Uruguai, Cuba, Brasil, Colômbia, Espanha, Chile, México, Rússia e China.

Desde então, novas ameaças foram direcionadas ao presidente colombiano Gustavo Petro, crítico ferrenho do governo estadunidense. Trump também chegou a dizer que ele, assim como Maduro, era um “traficante de drogas” e recomendou que Petro ficasse “esperto”, caso contrário seria “o próximo” da lista.

O republicano ainda sugeriu que os EUA, se quisessem, poderiam realizar uma operação militar semelhante à da Venezuela na Colômbia.

Em resposta, Petro afirmou que o rótulo de “foragido do narcotráfico” atribuído a ele pelo chefe de Estado é “um reflexo de seu cérebro senil”. “Trump vê os verdadeiros libertários como narcoterroristas porque não entregamos nem o carvão nem o petróleo”, disse ele.

Os dois, no entanto, se falaram por telefone na última sexta‑feira (9) e, segundo Trump, irão se encontrar no início de fevereiro na Casa Branca, em Washington.

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, já foi produtora de programas da grade e repórter da Central de Trânsito Itatiaia Emive.

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