Argentina: manifestantes vão às ruas contra reforma trabalhista de Milei

Projeto será votado no Senado nesta sexta (27); integrantes de sindicatos se reunirão em frente ao Congresso Nacional

Argentinos protestam contra reforma trabalhista

Manifestantes de movimentos de esquerda foram às ruas na Argentina em protestos contra a reforma trabalhista no país, que será votada pelo Senado nesta sexta-feira (27).

Integrantes dos sindicatos se reuniram na Frente Sindical Unida (FreSU) e, enquanto o projeto de Milei é debatido pelo Senado, se mobilizarão em frente ao Congresso Nacional. A informação foi divulgada pela TN, afiliada da CNN no país.

A emissora informou que policiais e manifestantes entraram em confronto durante o deslocamento para o protesto.

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A reforma trabalhista argentina é uma das pautas mais importantes para o governo de Javier Milei, para atrair investimentos e reativar o crescimento do país. O presidente da Argentina defende a iniciativa como um plano de “modernização trabalhista”, expandindo o emprego formal em uma economia onde mais de 40% dos trabalhadores não são registrados.

Porém, o projeto de lei não tem apoio da Confederação Geral do Trabalho (CGT). Os grupos sindicais afirmaram que a reforma reduzirá os direitos dos trabalhadores, limitando as greves por exemplo. A proposta pode exigir que entre 50 e 75% dos serviços continuem funcionando durante uma greve em setores considerados essenciais.

Se aprovada, a lei pode representar uma vitória para a reforma econômica de Milei. Por outro lado, uma derrota enfraqueceria o governo e destacaria os limites enfrentados por ele.

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.

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