O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, reiterou nesta quinta-feira (26) que o país não busca desenvolver armas nucleares, no mesmo dia em que são retomadas em Genebra as negociações indiretas com os Estados Unidos.
A negociação acontece após uma grande mobilização militar americana na região, pela primeira vez em décadas, e sob a ameaça de um ataque de Washington em caso de fracasso do diálogo.
“Nosso líder supremo (Ali Khamenei) já declarou que não teremos armas nucleares de forma alguma”, afirmou Pezeshkian em um discurso.
“Mesmo que eu quisesse avançar nessa direção, não poderia, de um ponto de vista doutrinário, não me seria permitido”, disse.
“Se eles (Estados Unidos) atacarem, surgirão outros 100 como nós e governarão o país. Se permanecermos unidos e unirmos as nossas forças, nenhum poder poderá nos deter”, afirmou Pezeshkian.
Nova rodada de negociações deve começar
Delegações iranianas e americanas realizaram consultas com respectivas capitais durante uma pausa nas negociações de quinta-feira, que devem retomar por volta das 13h horário de Brasília, informou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã.
“Ambas as delegações precisavam realizar consultas com suas respectivas capitais”, disse Esmaeil Baqaei à TV estatal, acrescentando que “as negociações serão retomadas por volta das 17h30 ou 18h, horário local”, entre 16h30 e 17h GMT.
Teerã e Washington realizaram a terceira rodada de negociações, a mais recente em um processo que começou no início deste mês, após um forte aumento da presença militar americana na região.
Baqaei descreveu a primeira sessão de negociações, que durou cerca de três horas, como “intensa e muito séria”.
A sessão contou com a presença do Ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr Albusaidi, e do chefe da agência nuclear das Nações Unidas, Rafael Grossi, disse Baqaei.
Ele acrescentou que “propostas muito importantes e práticas” foram apresentadas para abordar o programa nuclear do Irã e garantir o alívio das sanções para Teerã, sem dar mais detalhes.
*Com informações da AFP
(Sob supervisão de Alex Araújo)