Japão registra queda na taxa de natalidade pelo 10º ano consecutivo

Ministério da Saúde divulga que país registrou cerca de 705 mil nascimentos em no último ano, o que representa uma queda de 2,1% na comparação com 2024

Primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, descreveu o cenário como uma “situação de emergência silenciosa”

A taxa de natalidade no Japão caiu pelo 10º ano consecutivo em 2025, segundo dados oficiais divulgados pelo Ministério da Saúde do país nesta quinta-feira (26). O número evidencia os desafios enfrentados pela recém-eleita primeira-ministra Sanae Takaichi.

Dados preliminares apontam que o país asiático registrou 705.809 nascimentos no ano passando, o que representa uma queda de 2,1% na comparação com 2024. Este número inclui os nascimentos de cidadãos japoneses e estrangeiros no Japão, além de crianças nascidas de cidadãos japoneses no exterior.

A fim de comparação, em 2024 o país registrou o nascimento de 720.988 bebês, 5% a menos que os 758.631 de 2023. Todos os números foram publicados pelo Ministério de Saúde japonês.

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Consequências

A quarta maior economia do mundo tem uma das menores taxas de natalidade do mundo e uma população em declínio. O cenário provoca uma série de problemas, como a escassez de mão de obra, o aumento dos gastos com Previdência Social e a diminuição de trabalhadores que pagam impostos.

Os últimos chefes de governo japoneses tiverem como uma das pautas principais o estímulo a natalidade. Inclusive Takaichi, a primeira mulher a ocupar o cargo de primeira-ministra no Japão, está trabalhando neste quesito.

No Parlamento, a premiê descreveu o cenário como uma “situação de emergência silenciosa”.

O aumento da imigração poderia ajudar a revertar a diminuição da população japonesa e os problemas associados ao mercado de trabalho. Porém, sob pressão do partido Sanseito - defensor da polícia “Japão em primeiro lugar” - Takaichi prometeu medidas mais rigorosas contra os imigrantes.

*Com informações da AFP

(Sob supervisão de Alex Araújo)

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.

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