Bill Gates admite ter cometido ‘um grave erro’ ao se relacionar com Jeffrey Epstein

Bilionário reitera que não fez nada de ilícito, mas confirma ter tido relações extraconjugais com duas mulheres russas; Gates e Epstein começaram a se relacionar em 2011

Bill Gates começou a se relacionar com Epstein em 2011

O cofundador da Microsoft, Bill Gates, admitiu ter cometido “um grave erro” ao se relacinar com o falecido agressor sexual Jeffrey Epstein. O bilionário é uma das figuras públicas citadas em arquivos sobre o caso divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

Em uma assembleia geral, na última terça-feira (23), com funcionários da “Fundação Gates” - instituição filantrópica do bilionário - ele confirmou o fato de ter tido relações extraconjugais com duas mulheres russas, mas negou ter tido qualquer ligação com os crimes cometidos por Epstein.

Na ocasião, Bill Gates disse que “foi um grande erro passar tempo com Epstein” e organizar reuniões entre os dois. Ele também descreveu os casos amorosos que teve.

“Sim, tive casos amorosos: um com uma jogadora russa de bridge [jogo de cartas], que conheci em eventos, e outro com uma física nuclear russa que conheci em atividades de negócios”, afirmou o bilionário. Gates reiteirou que não fez e nem viu nada ilícito.

Os documentos divulgados expõem que o bilionário e o agressor sexual tinham uma amizade próxima, revelando acordos financeiros ilícitos e fotos privadas. Em um rascunho de e-mail divulgado pelo Departamento de Justiça, Epstein afirmou que Gates manteve relações extraconjugais.

Ele escreveu que sua relação com Gates ia desde “ajudar Bill a conseguir drogas para lidar com as consequências de ter feito sexo com garotas russas, até facilitar seus encontros ilícitos com mulheres casadas”.

O cofundador da Microsoft disse que sua relação com Epstein começou em 2011, três anos depois do agressor sexual ter se declarado culpado de solicitar a prostituição de uma menor de idade.

“Saber o que sei agora torna isso 100 vezes pior, não apenas em termos de seus crimes no passado, mas agora está claro que havia uma conduta imprópria contínua”, disse Gates à equipe.

*Com informações da AFP

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.

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