A primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, dissolveu o Parlamento nesta sexta-feira (23) com o objetivo de antecipar as eleições parlamentares, convocadas para 8 de fevereiro, por causa dos altos índices de popularidade do gabinete da estadista.
Ela havia anunciado intenções na segunda-feira (19) em busca de respaldo público para medidas destinadas a proteger as famílias do crescente custo de vida e a aumentar os gastos com defesa.
O presidente da Câmara Baixa, como é chamada a Câmara dos Deputados no Japão, leu uma carta nesta sexta-feira anunciando oficialmente a dissolução, enquanto os parlamentares entoavam o tradicional grito de guerra “banzai” em repúdio ao ato.
Takaichi espera resultados favoráveis nas eleições para fortalecer a maioria parlamentar, o partido da primeira-ministra possui uma representação baixa e enfrenta uma série de escândalos que faz cair o nível de aprovação
“Não está claro se o elevado apoio público ao gabinete de Takaichi se traduzirá de fato em apoio ao PLD”, disse Hidehiro Yamamoto, professor de Ciências Políticas da Universidade de Tsukuba, à Agência France-Presse. “O que preocupa a população são as medidas para combater a inflação”, completou.
Nesta sexta-feira, dados oficiais mostram que a inflação do país desacelerou em dezembro, em grande parte graças aos subsídios do governo para eletricidade e gás. O aumento de 2,4% nos preços ao consumidor em relação ao ano anterior, excluindo alimentos frescos voláteis, representa desaceleração significativa em comparação com os 3% de novembro.
Comprometido em resolver o problema e fortalecer a quarta maior economia do mundo, o gabinete de Takaichi aprovou um orçamento recorde de 122,3 trilhões de ienes (cerca de R$ 4 trilhões) para o ano fiscal que começa em abril de 2026. No entanto, os rivais alegam que a dissolução da Câmara Baixa pode atrasar aprovação no Parlamento.
*Com informações da AFP
(Sob supervisão de Alex Araújo)