EUA apontam PCC e CV como ameaça, mas não confirmam como grupos terroristas

Declaração ocorre em meio a discussões sobre possível classificação de grupos criminosos brasileiros como organizações terroristas

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos

O governo dos Estados Unidos afirmou, nesta terça-feira (10), que considera as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) ameaças à segurança regional. No entanto, a administração do presidente Donald Trump não confirmou se pretende classificar os grupos como organizações terroristas.

Em comunicado enviado à CNN Brasil, o Departamento de Estado dos Estados Unidos afirmou que organizações criminosas brasileiras, incluindo PCC e CV, representam “ameaças significativas à segurança regional” por causa do envolvimento com tráfico de drogas, violência e crime transnacional. O órgão também disse que não comenta possíveis designações terroristas nem deliberações sobre o tema.

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No Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) orientou o governo a tratar o assunto com cautela. A avaliação no Palácio do Planalto é que a discussão deve ser conduzida por canais diplomáticos, evitando reações públicas mais duras.

De acordo com apuração da CNN, integrantes do governo brasileiro veem a possibilidade de classificação das facções como parte de um discurso retórico da gestão de Trump, e não necessariamente como uma medida concreta. A orientação é evitar tensionar a relação bilateral, inclusive para não prejudicar a possibilidade de um encontro entre Lula e Trump previsto para abril.

O tema também foi discutido em conversas diplomáticas entre o chanceler Mauro Vieira e o secretário de Estado americano Marco Rubio. Lula também teria mencionado o assunto em diálogo com a presidente do México, Claudia Sheinbaum.

O governo brasileiro teme que a classificação de facções criminosas como organizações terroristas possa trazer consequências para a soberania do país. A avaliação é de que uma eventual designação unilateral pelos Estados Unidos poderia abrir margem para sanções e até justificar medidas mais duras contra o Brasil no cenário internacional.

* Com informações de CNN Brasil

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