EUA: viúva de professor morto em ‘pegadinha’ defende que alunos não sejam indiciados

Laura Hughes classificou a morte do marido como ‘trágica’ mas ‘acidental'; Jason Hughes escorregou e foi atropelado por um jovem na última semana

Na foto, o professor Jason e a esposa dele, Laura Hughes

A viúva do professor que morreu atropelado durante uma “pegadinha” na Geórgia, nos Estados Unidos, defende que os alunos envolvidos não sejam indiciados pela fatalidade. Laura Hughes classificou a morte como “trágica”, mas “acidental”. Ela acrescentou que Jason Hughes e os jovens “se amavam”.

O caso ocorreu na última quinta-feira (5), quando um grupo de adolescentes foi até a casa de Jason e espalhou papel higiênico no jardim e nas árvores. A prática é considerada uma tradição de época de formatura.

Porém, quando os alunos estavam saindo do local, eles flagraram o professor correndo e caindo na rua, sendo atropelado por uma picape, que estava sendo dirigida por Jayden Ryan Wallace, de 18 anos. Ele foi preso e responde por homicídio e direção imprudente.

Quatro outros jovens envolvidos na “pegadinha” foram acusados de crimes como invasão de propriedade e por jogar lixo em área privada, segundo informaram as autoridades norte-americanas à imprensa local.

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A viúva de Jason contou, ao jornal New York Times, que o professor correu em direção aos alunos não porque estava irritado com a “pegadinha”, mas “animado” por querer flagrá-los neste ritual estudantil.

“Esta é uma tragédia terrível e nossa família está determinada a impedir que outra tragédia aconteça, arruinando a vida desses alunos. Isso seria contrário à dedicação de toda a vida de Jason em investir na vida dessas crianças”, disse Laura ao jornal estadunidense.

Os adolescentes teriam parado para tentar socorrer Jason até a chegada da ambulância. O professor foi levado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na sexta-feira (6).

A casa de Jason foi escolhida para a “pegadinha” porque residências de professores valem mais pontos na “guerra de pegadinhas”, uma tradição na cidade de Gainesville. Mas, os alunos perdiam a pontuação se fossem “flagrados” pelo docente.

Laura Hughes considerou a morte de Jason “acidental” e reforçou que toda a família “apoia a retirada das acusações contra os envolvidos”.

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.

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