ONG acusa Israel de usar munição tóxica proibida em ataques no Líbano

A ONG disse ter verificado oito fotos que mostram o fósforo branco usado em uma parte residencial da cidade

Fumaça sobe do local de um ataque aéreo israelense que atingiu uma área nos subúrbios do sul de Beirute em 10 de março de 2026

A ONG Human Right Watch denunciou, em um relatório, que o Exército de Israel tem usado munições de fósforo branco na cidade de Yohmor, no sul do Líbano. Segundo a Reuters, a instituição afirmou que isso representa uma ameaça aos civis.

“Os efeitos incendiários do fósforo branco podem causar a morte ou ferimentos cruéis que resultam em um sofrimento por toda a vida”, disse Ramzi Kaiss, pesquisador da instituição no Líbano.

A ONG disse ter verificado oito fotos que mostram o fósforo branco usado em uma parte residencial da cidade. Enquanto isso, trabalhadores da defesa civil respondiam a incêndios na área.

Militares israelenses afirmaram à Reuters que não podiam confirmar sobre o uso de projéteis com fósforo branco no Líbano.

Nenhuma autoridade libanesa comentou o assunto.

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Segundo a HRW, o uso de fósforo branco em áreas povoadas é ilegal, segundo a lei humanitária internacional. Ele pode ser utilizado em campos de batalha para fazer cortinas de fumaça, gerar iluminação, marcar alvos ou queimar bunkers e edifícios.

O Protocolo III da Convenção sobre a Proibição do Uso de Certas Armas Convencionais aponta que o fósforo branco é uma arma incendiária. Esse tipo de armamento não pode ser usado contra alvos militares localizados entre civis.

Israel realiza ataques ao Líbano para atingir o Hezbollah, grupo que apoia o Irã. Mais de 500 mil pessoas precisaram deixar suas casas devido ao conflito.

Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.

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