ONG acusa Israel de usar munição tóxica proibida em ataques no Líbano
A ONG disse ter verificado oito fotos que mostram o fósforo branco usado em uma parte residencial da cidade

A ONG Human Right Watch denunciou, em um relatório, que o Exército de Israel tem usado munições de fósforo branco na cidade de Yohmor, no sul do Líbano. Segundo a Reuters, a instituição afirmou que isso representa uma ameaça aos civis.
"Os efeitos incendiários do fósforo branco podem causar a morte ou ferimentos cruéis que resultam em um sofrimento por toda a vida", disse Ramzi Kaiss, pesquisador da instituição no Líbano.
A ONG disse ter verificado oito fotos que mostram o fósforo branco usado em uma parte residencial da cidade. Enquanto isso, trabalhadores da defesa civil respondiam a incêndios na área.
Militares israelenses afirmaram à Reuters que não podiam confirmar sobre o uso de projéteis com fósforo branco no Líbano.
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Segundo a HRW, o uso de fósforo branco em áreas povoadas é ilegal, segundo a lei humanitária internacional. Ele pode ser utilizado em campos de batalha para fazer cortinas de fumaça, gerar iluminação, marcar alvos ou queimar bunkers e edifícios.
O Protocolo III da Convenção sobre a Proibição do Uso de Certas Armas Convencionais aponta que o fósforo branco é uma arma incendiária. Esse tipo de armamento não pode ser usado contra alvos militares localizados entre civis.
Israel realiza ataques ao Líbano para atingir o Hezbollah, grupo que apoia o Irã. Mais de 500 mil pessoas precisaram deixar suas casas devido ao conflito.
Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.



