Rede social irá alertar pais quando filhos buscarem conteúdos sobre suicídio; saiba qual

Plataformas estão enfrentando um julgamento inédito sobre a responsabilidade delas em causar dependências em jovens; Austrália já restringiu o uso dos aplicativos para menores de 16 anos

Alertas funcionarão para pais que utilizam as ferramentas de supervisão na rede social

Em meio a um julgamento inédito sobre a responsabilidade das redes sociais em causar dependência em crianças, uma plataforma anunciou que alertará os pais quando os filhos buscarem conteúdos sobre suicídio.

A Meta, empresa responsável pelo Instagram, divulgou que o aviso será acionado quando um adolescente utilizar um perfil na rede social para fazer múltiplas pesquisas sobre o assunto em curto período de tempo. A empresa informou ter consultado eu Grupo Assessor sobre Suicídio e Autolesão para definir o limite de disparo das notificações.

Inicialmente, as notificações começarão a ser implementadas nas próximas semanas nos Estados Unidos, Reino Unido, Austrália e Canadá. A expansão para outros países está prevista para o fim do ano. A companhia afirmou ter adotado uma abordagem cautelosa, mesmo que isso resulte no envio de alertas em situações sem indícios concretos de risco.

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Os alertas funcionarão para pais que utilizam as ferramentas de supervisão do Instagram. Assim, eles receberão avisos por e-mail, SMS ou Whatsapp, além de notificações no próprio aplicativo. Segundo a Meta, também serão disponibilizados recursos elaborados por especialistas para auxiliar em conversas consideradas difíceis com os filhos.

A plataforma já bloqueia pesquisa a suicídio e autolesão, além de redirecionar usuários a linhas de apoio e organizações especializadas. O novo sistema busca identificar casos em que adolescentes tentem contornar as restrições de forma persistente, de acordo com a empresa.

Julgamentos das redes sociais

O anúncio acontece em um momento de tensão jurídica. É a primeira vez que donos e representantes de plataformas são julgados pela possibilidade de causar dependência em criaças e adolescentes. O CEO da Meta, Marck Zuckerberg, presto depoimento, neste mês de fevereiro, em um julgamento na Califórnia que acusa a empresa e outras companhias e terem incentivado deliberadamente a dependência em menores.

A Meta também enfrenta uma iniciativa global para restringir o acesso de crianças e adolescentes às rede sociais. Em dezembro do ano passado, a Austrália proibiu o uso dessas plataformas por menores de 16 anos. Países como França, Dinamarca, Espanha e Reino Unido avaliam medidas semelhantes.

*Com informações da AFP.

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.

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