Um julgamento histórico sobre redes sociais começou em Los Angeles, nos Estados Unidos. Um júri popular deverá determinar se plataformas como YouTube e Instagram foram criadas com o objetivo de causar
A primeira audiência aconteceu nessa segunda-feira (9), onde uma mulher de 20 anos, identificada como Kaley G.M., alegou ter tido grave dano mental por ter se tornado
Os réus são os gigantes tecnológicos Alphabet, matriz do Google, proprietário do YouTube, e a Meta, dona do
“Este caso diz respeito a duas das corporações mais ricas da história que projetaram o vício nos cérebros das crianças”, disse o advogado das acusações, Mark Lanier, ao júri. “Vou mostrar-lhes provas de que estas empresas construíram máquinas concebidas para viciar os cérebros das crianças, e o fizeram de propósito”, acrescentou.
Lanier ainda apresentou documentos internos do Google e da Meta que, em apoio à sua tese, mostrar a intencionalidade das plataformas. Um deles, de uma apresentação no Google, menciona como objetivo declarado “o vício dos internautas”. “Essa é a doutrina deles”, ressaltou o advogado.
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Por outro lado, o advogado da Meta, Paul Schmidt, replicou que a deterioração do estado psicológico de Kaley - autora do processo - se devia a problemas familiares. “Se você tirasse o Instagram e todo o resto continuasse igual na vida de Kaley, a vida dela seria completamente diferente, ou ela continuaria lidando com as mesmas coisas que enfrenta hoje?”, perguntou Schmidt ao fazer referência aos prontuários médicos da jovem, que foram incluídos como prova.
Schmidt detalhou que Kaley só mencionou as redes sociais em 20 de suas 260 sessões de terapia e que chegou a considerar que o Instagram tinha um efeito positivo sobre ela. Os advogados do YouTube apresentarão uma argumentação nesta terça-feira (10).
Nos próximos dias, o diretor-executivo da Meta, Mark Zuckerberg, e o responsável pelo Instagram (subsidiária da Meta), Adam Mosseri, irão depor. Também é esperada a presença do diretor do YouTube, Neil Mohan, para testemunhar.
*Com informações da AFP.