Crise energética: Rússia acusa EUA de ‘sufocarem’ Cuba e diz que situação é crítica

País enfrenta dificuldade para controle de combustíveis em meio a novas imposições dos Estados Unidos

Cuba enfrenta dificuldade para abastecimento de aeronaves em meio a crise energética

A Rússia chamou nessa segunda-feira (9) a crise energética enfrentada por Cuba de crítica e apontou tentativas dos Estados Unidos de “asfixiarem” a economia da ilha com as novas sanções econômicas.

Cuba anunciou na última sexta-feira (6) um plano de contenção da crise, que inclui a proteção de serviços essenciais e o racionamento de combustível. Ao mesmo tempo, o governo cubano endurece a postura em desafio aos esforços dos EUA para cortar o fornecimento de petróleo.

“A situação em Cuba é de fato crítica. Estamos cientes disso. Mantemos contatos intensivos com nossos amigos cubanos por meio de canais diplomáticos e outros”, disse a jornalistas o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.

“As táticas de asfixia empregadas pelos Estados Unidos estão, de fato, causando muitas dificuldades ao país. Estamos discutindo com nossos amigos cubanos possíveis maneiras de resolver esses problemas ou, pelo menos, de prestar toda a assistência possível”, completou ele.

A administração do presidente dos EUA, Donald Trump, declarou Cuba uma “ameaça incomum e extraordinária” à segurança nacional dos Estados Unidos e afirmou que o país não receberá mais petróleo da Venezuela após a operação norte-americana para capturar o ditador, Nicolás Maduro, no início de janeiro.

O México é um dos países que fornecem petróleo bruto vital para a ilha. Entre janeiro e setembro do ano passado, a empresa mexicana Pemex exportou para a ilha 17.200 barris de petróleo bruto por dia e 2.000 de derivados, por um total de 400 milhões de dólares, segundo dados oficiais.

Cuba interrompe abastecimento de aviões durante crise energética

O governo de Cuba iniciou nesta terça-feira (10) a suspensão do fornecimento de querosene nos aeroportos em meio à crise energética que o país enfrenta com as sanções impostas pelos EUA. A medida foi anunciada junto ao plano de contenção da situação na última sexta-feira.

As iniciativas foram anunciadas em meio a apagões de larga escala e racionamento de combustíveis na ilha, que segundo dados da empresa belga Kpler, tem petróleo para mais 15 a 20 dias.

De acordo com o ministro do Comércio, Oscar Fraga-Pérez, o governo vai priorizar o uso de combustível para serviços essenciais, como saúde, defesa e os sistemas de abastecimento de alimentos e de água. Os setores agrícola e de turismo também serão priorizados. O ministro dos Transportes, Eduardo Rodríguez, afirmou que voos nacionais e internacionais estão mantidos.

(Sob supervisão de Alex Araújo)

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Gustavo Monteiro é estagiário do Portal Itatiaia e estudante de jornalismo na UFMG. Natural de Santos-SP, possui passagens pela Revista B&R e Secretaria do Estado de Minas de Comunicação Social.

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