Caso Epstein: polícia da Noruega anuncia que irá investigar casal de diplomatas

Corporação vai purar o vínculo de Mona Juul e Terje Rød-Larsen com Epstein após a imprensa norueguesa noticiar que o agressor sexual deixou 10 milhões de dólares para os filhos do casal

Terje Rød-Larsen e Mona Juul

A polícia da Noruega anunciou, nesta segunda-feira (9), que iniciou uma investigação para apurar se um casal de diplomatas, Mona Juul e Terje Rød-Larsen, cometeram supostas irregularidades devido ao vínculo do casal com o falecido agressor sexual Jeffrey Epstein.

O anúncio aconteceu após a imprensa norueguesa noticiar que Epstein deixou 10 milhões de dólares (aproximadamente R$50 mil) aos filhos de Juul e Rød-Larsen. Os dois são conhecidos por terem desempenhado papéis fundamentais nos Acordos de Oslo — uma série de tratados entre Israel e a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) que buscavam estabelecer um processo de paz entre os dois Estados.

O Økokrim, setor da polícia encarregado de investigar crimes financeiros, informou, em nota, que realizou buscar em um apartamento em oslo e na casa de uma testemunha. A divisão afirmou que “quer investigar a eventual concessão de vantagens em relação às funções ocupadas” pelo casal.

Outras personalidades norueguesas conhecidas, como a princesa herdeira Mette-Marit e o ex-primeiro ministro Thorbjørn Jagland também foram citados nos novos arquivos do caso Epstein, divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

Novos documentos sobre o caso Epstein

Novos arquivos do FBI sobre o caso do agressor sexual Jeffrey Epstein foram divulgados nas últimas semanas. Os documentos compõem um conjunto de milhares de páginas liberadas pelo Departamento de Justiça e citam figuras públicas conhecidas em todo o mundo.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, é citado mais de mil vezes nos arquivos, por exemplo. Além do republicano, os bilionários Bill Gates e Elon Musk, autoridades do parlamento britânico e até membros da família real também foram mencionados.

Porém, as citações não significam necessariamente que essas pessoas cometeram algum tipo de crime.

* Com informações da AFP.

Leia também

Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.

Ouvindo...