O retorno de Seguro ao protagonismo político ocorre após um longo hiato iniciado em 2014, quando o então líder do Partido Socialista abandonou a vida pública ao perder a liderança da legenda para o ex-primeiro-ministro António Costa.
O anúncio de que disputaria o Palácio de Belém foi feito em junho do ano passado, marcando o regresso do político que, durante seu afastamento, dedicou-se à atividade empresarial nos setores de turismo, agricultura e produtos alimentares. No campo acadêmico, o presidente eleito possui licenciatura em Relações Internacionais pela Universidade Autónoma de Lisboa e mestrado em Ciência Política pelo ISCTE.
A eleição de Seguro foi impulsionada por uma coalizão de apoios sem precedentes, unindo setores que iam muito além de sua base histórica. Figuras proeminentes do conservadorismo português, como o ex-presidente Aníbal Cavaco Silva e ministros do atual governo de centro-direita, além da maioria dos candidatos derrotados no primeiro turno, declararam apoio direto à sua candidatura.
Segundo analistas políticos, esse movimento transversal entre diferentes partidos foi uma resposta estratégica para impedir a vitória de André Ventura. O fenômeno reflete o receio sistêmico com a ascensão da direita radical em Portugal, onde o partido Chega tem se consolidado como uma força política de influência crescente.
Com informações de CNN Brasil