Os Estados Unidos acusam a China de realizar um teste nuclear secreto em 2020, enquanto o governo Trump defende um acordo mais amplo sobre armas nucleares que inclua tanto a China quanto a Rússia.
A alegação, feita na sexta-feira (6), surge um dia depois de ter expirado o último tratado de controle de armas nucleares entre os EUA e a Rússia, deixando as maiores superpotências nucleares do mundo sem limites para seus arsenais pela primeira vez desde a Guerra Fria.
O presidente Donald Trump e outros altos funcionários de seu governo deixaram claro que não irão mais acatar as limitações do Tratado Novo START e, em vez disso, argumentam que precisam de um novo acordo para lidar com as ameaças de Moscou e Pequim. E Trump, no ano passado, defendeu a retomada dos testes de armas nucleares dos EUA.
“A China tem usado o desacoplamento – um método para diminuir a eficácia do monitoramento sísmico – para esconder suas atividades do mundo”, disse ele.
Segundo especialistas, o desacoplamento ocorre quando uma grande caverna é escavada para reduzir a atividade sísmica de uma explosão nuclear, dificultando sua detecção.
Um alto funcionário de uma organização que trabalha para monitorar testes de armas nucleares em todo o mundo afirmou em um comunicado na sexta-feira que seu sistema “não detectou nenhum evento consistente com as características de uma explosão de teste de arma nuclear” em 22 de junho de 2020.
“Análises subsequentes e mais detalhadas não alteraram essa conclusão”, disse Rob Floyd, secretário executivo da Organização do Tratado de Proibição Completa de Testes Nucleares (CTBTO).
Floyd afirmou que o Sistema Internacional de Monitoramento (IMS) da organização “é capaz de detectar explosões de testes nucleares com uma potência equivalente ou superior a aproximadamente 500 toneladas de TNT”. Ele observou que o sistema detectou “todos os seis testes realizados e declarados” pela Coreia do Norte.
(Com Agência CNN)