Caso Epstein: documentos do FBI revelam detalhes da morte do empresário

Novo lote de arquivos sobre o caso foi divulgado na última semana; condenado por abuso e tráfico sexual foi encontrado morto na própria cela em 2019

Empresário condenado por abuso e tráfico sexual, Jeffrey Epstein

O novo lote de arquivos do FBI relacionados à investigação do falecido agressor sexual Jefrrey Epstein revelam detalhes sobre a morte do empresário. Ele foi encontrado morto na própria cela em 2019, pouco depois de ser preso.

Segundo documentos do Departamento Federal de Prisões (BOP na sigla em inglês), com relatos dos funcionários do Centro Correcional Metropolitano de Nova York, onde ele estava preso, Epstein foi visto morto às 6h33 da manhã, no dia 10 de agosto de 2019.

O condenado por abuso e tráfico sexual foi socorrido e levado para o hospital. Paramédicos tentaram reanimá-lo, mas ele não resistiu. O BOP afirma que a causa da morte teria sido suicídio.

A autópsia indicou que Epstein tinha lesões no pescoço, nos olhos e no ombro esquerdo. Marcas de ligadura foram encontradas no pescoço do empresário, além de uma hemorragia nos olhos e fraturas no pescoço e ombro esquerdo.

O laudo da autópsia gerou confusão. Autoridades afirmaram que as fraturas no pescoço poderiam ser resultados de enforcamento ou estrangulamento. A família do empresário contratou um patologista particular que participou da realização da autópsia.

Mais de 10h de imagens de uma câmera de segurança da prisão foi divulgada. O vídeo mostra que ninguém entrou na cela de Epstein no dia em que ele cometeu suicídio.

Contestações sobre a morte de Epstein

Um órgão de fiscalização interno do Departamento de Justiça conduziu, por anos, uma investigação que resultou em um relatório de quase 130 páginas que detalha o que aconteceu no dia da morte de Epstein.

O documento aponta que o sistema da prisão indicava algumas informações inconsistentes, como que havia três detentos na mesma cela, sendo um deles o empresário. Porém, o local era previsto para a ocupação dupla e Epstein estava sozinho. O colega de cela dele foi transferido no dia anterior.

O levantamento ainda concluiu que não havia evidências que rebatessem a “ausência de crime” na morte do empresário - ou seja, que ele havia cometido suicídio.

* Com informações da CNN Brasil.

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.

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