Trump critica show de Bad Bunny no Super Bowl: ‘Afronta à América’

O presidente estadunidense completou dizendo que não houve ‘nada de inspirador’ no show, classificado por ele como ‘bagunça’

Bad Bunny se apresentou no Super Bowl LX

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou duramente o show do rapper porto-riquenho Bad Bunny durante o intervalo do Super Bowl LX, no Levi’s Stadium, em Santa Clara, na Califórnia, neste domingo (8). Para Trump, o show foi um “afronta à grandeza da América”.

“O show do intervalo do Super Bowl é absolutamente terrível, um dos piores de todos os tempos! Não faz sentido nenhum, é uma afronta à grandeza da América e não representa nossos padrões de sucesso, criatividade ou excelência”, escreveu o presidente no Truth Social.

“Ninguém entende uma palavra do que esse cara está dizendo, e a dança é repugnante, especialmente para as crianças pequenas que estão assistindo de todos os Estados Unidos e do mundo todo. Esse “show” é um tapa na cara do nosso país, que está estabelecendo novos padrões e recordes todos os dias”, acrescentou.

O presidente estadunidense completou dizendo que não houve “nada de inspirador” no show, classificado por ele como “bagunça”, mas que ele receberá "ótimas críticas da mídia de notícias falsas”.

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Show marcado por celebração da cultura latina

O rapper, natural de Porto Rico e ">vencedor do "Álbum do Ano” no Grammy 2026, fez um show marcado pela celebração da cultura latina, com a participação de atores como Pedro Pascal e Jéssica Alba e cantores como Lady Gaga, Ricky Martin, Karol G, Young Miko e Cardi B.

O palco foi tomado pela estética porto-riquenha, com palmeiras e folhagens tropicais. Também tiveram elementos como “La Casita”, uma réplica de uma casa tradicional de Porto Rico. Um momento marcante do show foi a entrega do Grammy de Benito para um garoto que o assistia ao show pela TV com a família.

Durante a música “NUEVAYol”, que faz referência à cidade de Nova York, foram exibidas diversas imagens que remetiam ao discurso “ICE out” (fora ICE, expressão de protesto ao Serviço de Imigração dos EUA), feito pelo rapper em seu discurso no Grammy.

Um dos momentos mais icônicos do show foi quando Benito disse “God bless America” (Deus abençoe a América) e passou a dizer os nomes de todos os países que integram o continente, passando pela América do Sul, Central e, por fim, do Norte. Enquanto isso, uma mensagem dizia “Juntos somos a América” e, em seguida, outro escrito mencionava que “A única coisa mais poderosa que o ódio é o amor”.

O cantor finalizou o show com o hit “Debí Tirar Más Fotos”, que leva o nome do álbum vencedor do Grammy.

Show para republicanos

Enquanto Bad Bunny se apresentava no intervalo do Super Bowl, o grupo Turning Point USA, que apoia Donald Trump, ofereceu um show alternativo com vários cantores que simpatizam com Trump.

Várias imagens do fundador do grupo, Charlie Kirk, que morreu no ano passado, foram exibidas no “The All-American Halftime Show”, assim como imagens da música country e guitarras.

Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.

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