Super Bowl LX: conheça Bad Bunny, ‘desafeto’ de Trump que ‘não faz show’ nos EUA

Cantor porto-riquenho é um dos destaques do cenário musical na atualidade

Peça de divulgação do show de Bad Bunny no Super Bowl LX

Um dos momentos mais esperados do Super Bowl envolve o extracampo. A atração do show do intervalo é sempre cercada de muita expectativa. Ano passado, Kendrick Lamar brilhou e entregou um show histórico e cheio de referências. Neste domingo (8), no Levi’s Stadium, em Santa Clara, na Califórnia, a apresentação ficará por conta do cantor porto-riquenho Bad Bunny.

Benito Antonio Martinez Ocasio, conhecido como Bad Bunny, nasceu no dia 10 de março em Vega Baja, Porto Rico. Ao longo da carreira ganhou três Grammys, 11 Grammy Latinos entre outras honrarias. Bad Bunny fará uma apresentação cercada de expectativas.

O porto-riquenho ganhou, no último domingo (1), o grammy de melhor álbum com “DeBÍ TiRAR MáS FoToS”. No discurso ao receber o prêmio, criticou as políticas do governo Trump sobre imigração. O presidente dos EUA já se criticou a escolha pelo artista e afirmou que não estará no jogo.

Uma pesquisa anônima, realizada pela revista The Athletic, do The New York Times, ouviu 58 atletas da NFL sobre a escolha da atração. O resultado mostra que a aceitação é majoritária, mas longe de ser uma unanimidade: 58,6% dos jogadores aprovam Bad Bunny, enquanto 41,4% desaprovam.

EUA fora da turnê mundial

As músicas do último trabalho são carregadas com letras políticas e referências ao estilo latino. O cantor, que realiza uma turnê mundial, só realizará um show nos EUA: o Super Bowl.

Em entrevista à revista “Variety”, ele afirmou que seria “desnecessário” fazer uma turnê pelos EUA. O motivo, segundo ele, é que o público estadunidense já teve muitas oportunidades de assistir aos shows nos últimos anos.

Ele também expressou preocupação com a atuação da polícia estadunidense caso fizesse shows nos Estados Unidos. Ao invés de passar por cidades no país, Bad Bunny fez uma residência de 30 shows em Porto Rico.

A ilha, considerada um território norte-americano, recebeu milhões de dólares em função do turismo. A entrada de estadunidenses é permitida.

Origem do apelido

O apelido de Bad Bunny, segundo o próprio, surgiu de uma foto. Benito explicou o apelido em entrevista à ET.

“Quando eu era pequeno, na escola, tive que me fantasiar de coelho e tinha uma foto minha com uma cara de irritado. Quando vi, pensei que deveria me chamar de ‘Bad Bunny’. Era um nome que eu sabia que teria boa aceitação no mercado. Um coelho é algo tão comum que pensei comigo mesmo: toda vez que alguém vir um, vai se lembrar da minha música”, afirmou.

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Começo de carreira e discografia

Filho de uma professora de inglês e um caminheiro, Benito começou a se envolver com a música ainda quando era criança, aos cinco anos de idade. O começo de carreira foi marcado por pequenas apresentações na cidade natal.

Enquanto ‘não vingava’ como artista, Bad Bunny trabalhava como empacotador para manter os estudos de comunicação audiovisual na Universidade de Porto Rico. Em 2016, aos 22 anos, o artista ‘furou a bolha’ com clipes e singles lançados no YouTube.

Em 2017, Bad Bunny conseguiu colocar 15 músicas na parada americana Hot Latin Songs. Ele passou a colaborar com artistas como Drake, Enrique Iglesias, Future e Becky G.

As parcerias atraíram atenção para Bad Bunny. Em novembro de 2018, registrou 9 milhões de seguidores no Spotify e foi o 5º artista mais ouvido na plataforma naquele mês.

A discografia conta com X 100pre (2018), OASIS (com J Balvin) (2019), YHLQMDLG (2020), El Último Tour Del Mundo (2020), Un Verano Sin Ti (2022), Nadie Sabe Lo Que Va a Pasar Mañana (2023).

Envolvimento com esporte

Fã declarado de wrestling, Bad Bunny chegou a figurar em algumas lutas de WWE. O cantor foi personagem dos jogos de videogame e chegou até a conquistar um título nas aparições.

Bad Bunny já participou de eventos da NBA e é visto com frequência torcendo para Porto Rico em jogos de basquete e beisebol. Nas músicas, já citou nomes como Messi, Maradona, Verstappen e Tony Hawks.

Além deles, atletas latinos como Eddie Casiano (basquete), Franciso Lindor e Randy Arozarena (beisebol) e Sérgio Perez (Fórmula 1).

Shows no Brasil

Um dos maiores nomes do pop latino na atualidade, Bad Bunny está com duas apresentações marcadas no Brasil já em fevereiro. Nos dias 20 e 21 de fevereiro, o artista se apresentará no Allianz Parque, em São Paulo, com shows que fazem parte da turnê “Debí Tirar Más Fotos”.

Patriots x Seahawks: onde assistir ao jogo

  • TV: ESPN e sportv;
  • Streaming: Disney+ e NFL League Pass (DAZN);
  • YouTube: ge tv.
Leonardo Parrela é chefe de reportagem do portal Itatiaia Esporte. É formado em Jornalismo pela PUC Minas. Antes da Itatiaia, colaborou com ge.globo, UOL Esporte e Hoje Em Dia. Tem experiência em diversas coberturas como Copa do Mundo, Olimpíada e grandes eventos.

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