Super Bowl LX: atração do intervalo, Bad Bunny divide opiniões entre jogadores da NFL

Cantor porto-riquenho se apresenta no ‘Halftime Show’ do Super Bowl LX, no domingo (8)

Bad Bunny será a atração do intervalo do Super Bowl LX

No próximo domingo (8), o Super Bowl LX terá um marco para além da decisão em campo. Pela primeira vez, o ‘Halftime Show’ do principal evento da NFL será comandado integralmente por um artista de língua espanhola: o porto-riquenho Bad Bunny. A escolha inédita da liga ocorre enquanto o cantor se prepara para a apresentação, em meio a diferentes avaliações nos bastidores.

Uma pesquisa anônima, realizada pela revista The Athletic, do The New York Times, ouviu 58 atletas da NFL sobre a escolha da atração. O resultado mostra que a aceitação é majoritária, mas longe de ser uma unanimidade: 58,6% dos jogadores aprovam Bad Bunny, enquanto 41,4% desaprovam.

Enquete feita pelo The Athletic: “Você gostou da seleção da NFL por Bad Bunny para o show do intervalo do Super Bowl?”

Preferência pelo tradicionalismo

O principal argumento para a desaprovação é a “guerra cultural”. O desconhecimento e a preferência por artistas “mais conectados” à cultura tradicional do futebol americano foram justificativa para alguns atletas.

“Eu nem sei quem é Bad Bunny. Sempre achei que deveria ser um americano. Acho que estão forçando a barra com essa coisa de internacional”, disse um jogador da NFC — ignorando o fato de que Porto Rico é um território dos EUA e que o cantor é, tecnicamente, cidadão americano.

“Preferiria qualquer pessoa que seja sinônimo de futebol americano e da cultura do futebol americano. Acho que existem muitos artistas por aí que são fãs do esporte”, destacou outro.

Prevalência da diversidade

Por outro lado, a maior parte dos atletas foram favoráveis à escolha, como mostra a pesquisa. Estes celebraram a renovação do espetáculo e destacaram que a presença do cantor porto-riquenho simboliza a própria essência dos Estados Unidos.

“Obviamente, já ouvi a música dele, mas não falo espanhol, então não sou muito fã”, disse um outro jogador da NFC. “Mas acho legal tê-lo, porque os Estados Unidos são baseados na diversidade. Os Estados Unidos foram construídos com base na imigração. Então, acho que tê-lo só reforça esse sonho americano. Eu gosto da escolha”, finalizou.

“Eu acho isso incrível. Algumas das músicas dele são muito boas, cara. Quando eu estava treinando, eu ouvia na Flórida. Eu ouvia as músicas dele o tempo todo e são muito boas, cara”, revelou outro atleta.

O ‘veto presidencial’

As críticas à escolha de Bad Bunny ganharam força quando figuras políticas, dentre elas o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, questionaram o convite. Em entrevista ao portal estadunidense The New York Post, o mandatário declarou que não estará presente no evento e criticou as atrações escolhidas para se apresentarem na final.

“Sou contra eles. Acho que é uma escolha terrível. Tudo o que faz é semear ódio. Terrível”, disse Trump sobre Bad Bunny e a banda de rock Green Day, que fará o show de abertura do Super Bowl.

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Vale lembrar que, no último domingo (1º), Bad Bunny foi um dos destaques do Grammy e aproveitou o evento para se manifestar contra o Serviço de Imigração e Fiscalização Aduaneira dos Estados Unidos ( ICE). Ao vencer o prêmio de “Melhor Álbum de Música Urbana”, o cantor usou seu discurso para pedir o fim do órgão.

Sob a nova fase do governo Trump, o ICE deixou de focar apenas na fronteira e passou a atuar fortemente no interior dos Estados Unidos. As principais ações recentes incluem expansão massiva para acelerar o processo de deportações, uso de táticas militares com uso de armamentos e mortes de imigrantes sob custódia, o que inflamou ainda mais as críticas de artistas como Bad Bunny.

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Super Bowl LX

O Super Bowl LX, a grande final da temporada 2025/26 da NFL, tem seu confronto marcado para este domingo (8), quando New England Patriots e Seattle Seahawks se enfrentam pela taça de campeão da liga. A partida será realizada no Levi’s Stadium, em Santa Clara, na Califórnia (EUA).

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Ana Luiza Pereira é jornalista formada pela PUC Minas. Repórter multimídia da Rádio Itatiaia, acumula passagens anteriores pela TV Horizonte, Rádio Inconfidência e Rede Minas de Televisão.

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