Super Bowl LX: o caminho do Seattle Seahawks até a decisão do título

Seattle superou a divisão mais competitiva da NFL, emendou nove vitórias seguidas e voltou ao Super Bowl após 11 anos

O Seattle Seahawks está de volta ao Super Bowl após 11 anos

O Seattle Seahawks chega ao Super Bowl LX após uma das campanhas mais consistentes da NFL recente. Em uma trajetória marcada por enfrentamentos diretos contra rivais de alto nível, a equipe garantiu vaga na decisão após liderar a NFC West, atravessar os playoffs sem ‘vacilos’ e retomar o protagonismo que não alcançava desde a temporada 2014.

Agora, o desafio final será contra o New England Patriots, em busca do segundo título da franquia, no domingo (8), no Levi’s Stadium, em Santa Clara, na Califórnia. O cantor porto-riquenho Bad Bunny será o responsável pelo tradicional show do intervalo.

Esta, inclusive, será uma revanche do último Super Bowl no qual a equipe de Seattle esteve presente. Na temporada 2014/15, Seahawks e Patriots se enfrentaram no Arizona, com vitória para a equipe de New England, comandada por Tom Brady, por 28 a 24, com direito à famosa interceptação de Malcolm Butler na linha de uma jarda para sacramentar o quarto título da franquia.

Campanha sólida na temporada regular (14-3)

O caminho dos Seahawks começou de forma irregular. Na estreia da temporada, Seattle foi derrotado pelo San Francisco 49ers, em casa, por 17 a 13, em um jogo decidido no fim. O revés serviu como alerta precoce para o elenco comandado por Mike Macdonald, que rapidamente ajustou rota.

A equipe reagiu com vitórias consecutivas sobre Pittsburgh Steelers, New Orleans Saints e Arizona Cardinals, antes de sofrer novo tropeço diante do Tampa Bay Buccaneers, na semana cinco.

A partir daí, os Seahawks encontraram estabilidade. Fecharam a fase regular com 14 vitórias e apenas três derrotas, recorde da franquia, garantindo o primeiro lugar da NFC West e o retorno aos playoffs após ausência desde 2022.

Os números reforçam a dominância: 191 pontos de saldo, o melhor da liga, com oito vitórias por duas posses ou mais e cinco triunfos com margem superior a 20 pontos. As três derrotas foram por um total de apenas nove pontos.

Sequência decisiva e arrancada final

O último revés aconteceu em 16 de novembro, contra o Los Angeles Rams, por 21 a 19. Desde então, Seattle não perdeu mais. A equipe encerrou a temporada regular com nove vitórias consecutivas, incluindo resultados expressivos sobre Minnesota Vikings, Atlanta Falcons, Indianapolis Colts, além de um triunfo decisivo fora de casa contra os 49ers, na semana 18, por 40 a 10.

Nesse confronto direto, que valia a liderança da conferência, a defesa foi protagonista. Brock Purdy ficou limitado a 127 jardas aéreas, enquanto Christian McCaffrey somou apenas 57 jardas totais. O desempenho garantiu ao Seahawks a seed número 1 da NFC e a folga na primeira rodada dos playoffs.

Playoffs: domínio em casa e afirmação coletiva

Na Rodada Divisional, Seattle voltou a enfrentar San Francisco e venceu de forma contundente: 41 a 7, no Lumen Field. O jogo começou com retorno de kickoff para touchdown de Rashid Shaheed, e rapidamente saiu do controle dos visitantes. Kenneth Walker III anotou três touchdowns e igualou recorde histórico da franquia em jogos de pós-temporada.

Na Final da NFC, o adversário foi novamente o Los Angeles Rams, em duelo entre o melhor ataque e a melhor defesa da liga. A vitória por 31 a 27 marcou o jogo mais completo de Sam Darnold na temporada. O quarterback lançou para 346 jardas e três touchdowns, sem interceptações, e conduziu a equipe ao primeiro Super Bowl desde 2014/15.

A defesa, mesmo mais exigida, apareceu nos momentos decisivos. Um passe desviado de Devon Witherspoon em quarta descida, nos minutos finais, foi determinante para segurar a vantagem.

Campanha do Seattle Seahawks na temporada 25/26 da NFL

Temporada regular

  • Seattle Seahawks 13 x 17 San Francisco 49ers
  • Pittsburgh Steelers 17 x 31 Seattle Seahawks
  • Seattle Seahawks 44 x 13 New Orleans Saints
  • Arizona Cardinals 20 x 35 Seattle Seahawks
  • Seattle Seahawks 21 x 38 Tampa Bay Buccaneers
  • Jacksonville Jaguars 14 x 20 Seattle Seahawks
  • Seattle Seahawks 27 x 19 Houston Texans
  • Washington Commanders 14 x 38 Seattle Seahawks
  • Seattle Seahawks 44 x 22 Arizona Cardinals
  • Los Angeles Rams 21 x 19 Seattle Seahawks
  • Tennessee Titans 10 x 27 Seattle Seahawks
  • Seattle Seahawks 37 x 7 Minnesota Vikings
  • Atlanta Falcons 6 x 31 Seattle Seahawks
  • Seattle Seahawks 18 x 7 Indianapolis Colts
  • Seattle Seahawks 38 x 31 Los Angeles Rams
  • Carolina Panthers 17 x 28 Seattle Seahawks
  • San Francisco 49ers 10 x 40 Seattle Seahawks

Playoffs

  • Seattle Seahawks 41 x 7 San Francisco 49ers
  • Seattle Seahawks 31 x 27 Los Angeles Rams
  • Seattle Seahawks x New England Patriots (Super Bowl LX) - 08/02/2026
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Os pilares do time em 2025

O ataque dos Seahawks teve em Sam Darnold um nome central. Na temporada regular, o quarterback completou 67,7% dos passes, com 4.048 jardas e 25 touchdowns, apesar de liderar a liga em turnovers. Nos playoffs, o cenário mudou: nenhuma interceptação e aproveitamento próximo de 70%.

O principal alvo foi Jaxon Smith-Njigba, líder da NFL em jardas recebidas na temporada regular, com 1.793, além de protagonismo em praticamente todos os jogos. O recebedor superou marcas históricas de jogadores com até 23 anos e aparece entre os candidatos a prêmios individuais.

No jogo terrestre, Kenneth Walker III assumiu o protagonismo, especialmente na reta final e após a lesão de Zach Charbonnet, enquanto Rashid Shaheed se destacou como arma explosiva tanto no ataque quanto nos retornos. A linha ofensiva, liderada por Abraham Lucas e o novato Grey Zabel, permitiu apenas 27 sacks na temporada regular.

Defesa explosiva

Defensivamente, Seattle construiu sua identidade. A unidade comandada por Aden Durde terminou a fase regular como a que menos cedeu pontos na NFL, com média de 17,2 por jogo.

Ernest Jones, capitão da defesa, registrou seis interceptações, enquanto nomes como Leonard Williams, Uchenna Nwosu e Byron Murphy deram consistência à linha defensiva. Na secundária, Devon Witherspoon e o novato Nick Emmanwori foram peças-chave.

Gestão e comissão técnica em destaque

O retorno ao Super Bowl também passa pelo trabalho fora de campo. O general manager John Schneider montou um elenco equilibrado. Já Mike Macdonald, em apenas sua segunda temporada como head coach, consolidou um time disciplinado e competitivo, entrando na disputa por prêmios individuais da liga.

Os coordenadores Klint Kubiak (ataque) e Aden Durde (defesa) também ganharam projeção, enquanto Jay Harbaugh, responsável pelos times especiais, foi decisivo em jogos apertados ao longo da campanha.

Busca pelo segundo título

A única conquista do Seahawks no Super Bowl aconteceu no Super Bowl XLVIII, quando a equipe venceu o Denver Broncos por 43 a 8, em uma atuação defensiva histórica liderada pela “Legion of Boom”. Aquele time ficou marcado pela capacidade de dominar jogos a partir da defesa, característica que volta a aparecer em 2025.

Agora, no Super Bowl LX, Seattle tenta repetir a história diante do New England Patriots. O duelo será disputado no Levi’s Stadium, em Santa Clara, na Califórnia, a partir das 20h30 (de Brasília) do domingo (8).

Jornalista formado pelo Centro Universitário de Belo Horizonte - UniBH. Já atuou em diversas áreas do jornalismo, como assessoria de imprensa, redação e comunicação interna. Apaixonado por esportes em geral e grande entusiasta dos e-sports

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