Caso Epstein: primeiro-ministro britânico nega renúncia, apesar de crise

Chefe de gabinete e diretor de comunicação ligados ao representante pediram demissão após exposição dos documentos

Primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, nomeou embaixador envolvido com Jeffrey Epstein

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, está sob pressão após o chefe de gabinete e o diretor de comunicação dele se demitirem por conta dos vínculos do ex-embaixador nos Estados Unidos, Peter Mandelson, com o criminoso sexual Jeffrey Epstein.

Questionado se Starmer poderia renunciar nesta segunda-feira (9), um dos porta-vozes dele respondeu negativamente e afirmou que o primeiro-ministro está “focado no seu trabalho” e “dedicado a implementar mudanças por todo o país”.

O líder trabalhista pretende se pronunciar no fim do dia aos deputados do partido, alguns deles somados aos apelos da oposição conservadora para que renuncie. O governo de Starmer está mergulhado em uma crise sem precedentes após as revelações mais recentes sobre as relações entre o ex-embaixador nos Estados Unidos e Epstein.

Relação de Peter Mandelson com Jeffrey Epstein

Peter Mandelson, de 72 anos, é uma das figuras envolvidas nas últimas revelações sobre vínculos com o falecido financista americano Jeffrey Epstein, que se suicidou na prisão em 2019, enquanto enfrentava acusações de tráfico de menores para fins sexuais.

As trocas de e-mails entre Epstein e Mandelson evidenciaram amizade, transações financeiras, fotos privadas, além de indícios de que o diplomata britânico compartilhou informação confidencial com o financista há quase duas décadas.

“Lamento ter acreditado nas mentiras de Mandelson e tê-lo nomeado”, declarou na quinta-feira o líder trabalhista britânico.

A líder da oposição conservadora, Kemi Badenoch, aumentou nesta segunda-feira a pressão sobre o dirigente trabalhista. “Ter sido mal aconselhado não pode ser uma boa desculpa para um dirigente”, destacou Badenoch durante uma entrevista ao jornal britânico BBC.

“Sua posição agora é insustentável. Os assessores aconselham, os dirigentes decidem. Ele tomou uma má decisão e deve assumir as suas responsabilidades”, declarou Badenoch.

Ex-príncipe britânico deixa palacete após revelações

O ex-príncipe do Reino Unido e irmão do rei Charles III, Andrew Mountbatten-Windsor, deixou a residência palaciana na última quarta-feira (4) após revelações prejudiciais vinculadas a Jeffrey Epstein.

Andrew, de 65 anos, esperava permanecer por mais tempo no Chalé Real, casa em que ele morou há décadas, informou o The Sun. Entretanto, ele teria se mudado na segunda-feira (2) e sido levado de carro para uma casa de campo em Sandringham, a propriedade do rei em Norfolk, onde mora agora.

(Sob supervisão de Alex Araújo)

Leia também

Gustavo Monteiro é estagiário do Portal Itatiaia e estudante de jornalismo na UFMG. Natural de Santos-SP, possui passagens pela Revista B&R e Secretaria do Estado de Minas de Comunicação Social.

Ouvindo...