O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou impedir a abertura de uma nova ponte entre os EUA e o Canadá, nessa segunda-feira (9), e afirmou que seu país deveria ser dono de “pelo menos a metade” da infraestrutura.
“Não permitirei que essa ponte seja inaugurada até que os Estados Unidos sejam totalmente compensados por tudo o que lhes demos, e também até que o Canadá trate os EUA com a justiça e o respeito que merecemos. Começaremos as negociações imediatamente”, escreveu Trump na plataforma Truth Social, administrada por sua rede de empresas.
Em sua publicação, Trump também acusou o Canadá de “tratar os EUA de forma injusta por décadas” e que o país vizinho quer “tirar vantagem” dos EUA. O presidente norte-americano também criticou a que o Canadá boicotou produtos dos EUA e a aproximação econômica do país vizinho com a China. Sobre essa última, Trump alegou, sem provas, que a China vai extinguir o hóquei no gelo no Canadá.
A ponte leva o nome do jogador canadense de hóquei no gelo Gordie Howe e tem 2,5 km de extensão sobre o rio Detroit. Ela liga a cidade estadunidense de Detroit, no estado do Michigan, à canadense Windsor, que fica em Ontário. Seu vão principal tem 853 metros, o que a torna a ponte estaiada mais longa da América do Norte.
Atritos com Canadá
Desde seu retorno à Casa Branca, Trump tem entrado em atrito com o Canadá, especialmente em questões comerciais. Em várias ocasiões, o presidente norte-americano disse que o Canadá deveria ser o “51º estado dos EUA”, o que causou indignação na população e no governo canadenses, e um consequente boicote a produtos dos EUA.
Mais recentemente, Trump ameaçou impor tarifas de 100% ao Canadá por conta de uma visita de Carney à China no mês passado e a assinatura de um acordo comercial preliminar com Pequim.
Ainda nesse cenário, Trump
Durante discurso no 56° Fórum Econômico Mundial, em Davos, Mark Carney fez críticas indiretas aos Estados Unidos ao afirmar que o mundo está “no meio de uma ruptura”. “A hegemonia americana, em particular, ajudou a fornecer bens públicos, rotas marítimas abertas, um sistema financeiro estável, segurança coletiva e apoio a mecanismos de resolução de disputas. Esse acordo já não funciona. Deixe-me ser direto: estamos em meio a uma ruptura, não a uma transição”, disse
(Sob supervisão de Lucas Borges)