O presidente da França, Emmanuel Macron, convocou uma reunião do Conselho de Segurança da ONU após os ataques dos Estados Unidos e Israel contra o
“O início de uma guerra entre os Estados Unidos, Israel e Irã acarreta graves consequências para a paz e a segurança internacionais. Neste momento decisivo, todas as medidas estão sendo tomadas para garantir a segurança do nosso território nacional, dos nossos cidadãos e dos nossos interesses no Oriente Médio”, escreveu ele no X.
“A escalada em curso é perigosa para todos. Ela precisa parar. O regime iraniano precisa entender que agora não tem outra opção senão se engajar de boa-fé em negociações para pôr fim aos seus programas nucleares e balísticos, bem como às suas atividades de desestabilização regional. Isso é absolutamente necessário para a segurança de todos no Oriente Médio”, acrescentou.
Apesar de ter falado sobre a reunião urgente do Conselho, Macron não revelou em qual dia será realizado o encontro.
Outras autoridades se manifestam
Demais autoridades falaram sobre os ataques, como a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. Ela afirmou que os acontecimentos no Irã são “extremamente preocupantes”.
“Apelamos a todas as partes para que exerçam a máxima contenção, protejam os civis e respeitem integralmente o direito internacional”, disse.
Ministros das Relações Exteriores da Ucrânia e da Holanda repudiaram os ataques e disseram que estão do lado da população iraniana.
O premiê espanhol, Pedro Sánchez, disse que a ação “representa uma escalada e contribui para uma ordem internacional mais incerta e hostil”.
A Rússia criticou abertamente os EUA. “O pacificador está atirando para todo lado de novo. As conversas com o Irã eram só uma fachada. Todo mundo sabia disso. Então, quem tem mais paciência para esperar pelo triste fim do inimigo agora? Os EUA têm apenas 249 anos. O Império Persa foi fundado há mais de 2500 anos. Vamos ver o que acontece em uns 100 anos...”, afirmou o vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, Dmitry Medvedev.
Ataques no Irã e resposta
Trump afirmou que a ofensiva tem o objetivo de “defender o povo americano” de “ameaças do governo iraniano”. O presidente afirmou que os EUA irão destruir os mísseis do Irã para garantir que o país não terá armas nucleares.
Os ataques realizados em conjunto pelos dois países miraram a capital iraniana. O aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, e o presidente do país, Masoud Pezeshkian, foram os alvos dos bombardeios. Não se sabe se eles foram atingidos.
Em resposta, o Irã revidou o ataque com bombardeios a bases norte-americanas no Oriente Médio. Segundo a mídia estatal iraniana, as bases atingidas foram: Al Udeid, no Catar, Al Salem, no Kuwait, Al Dhafra, nos Emirados Árabes Unidos, e US Fifth Fleet, no Bahrein.
*Com CNN