Saiba quanto pode custar a reconstrução da Ucrânia, de acordo com relatório do Banco Mundial

Guerra teve início em 24 de fevereiro de 2022, quando a Rússia lançou uma invasão em larga escala contra a Ucrânia

Ataque de drones russos a prédios na Ucrânia

O Banco Mundial da União Europeia e a Organização das Nações Unidas (ONU) divulgaram, nesta segunda-feira (23), um relatório conjunto com o governo da Ucrânia que estima o custo de reconstrução do país após a guerra com a Rússia. As entidades afirmaram que Kiev precisará de aproximadamente 600 bilhões de dólares (cerca de R$ 3 trilhões) para reparar os danos do maior conflito na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.

O relatório aponta que o custo estimado em uma década equivale a três vezes o PIB ucraniano previsto para 2025. Os setores mais afetados são habitação, transporte e energia, segundo o documento que cobre os 46 meses entre o início da invasão, em fevereiro de 2022, e dezembro de 2025.

Para a capital Kiev, de três milhões de habitantes, a reconstrução é estimada em mais de 15 bilhões de dólares (R$ 78 bilhões), já que a cidade é frequentemente atingida por ataques russos com drones e mísseis.

Os aliados ocidentais da Ucrânia liberaram mais de 400 bilhões de dólares (R$ 2,08 trilhões) em ajuda financeira, militar e humanitária desde o início da invasão, segundo o instituto alemão Kiel. Por enquanto, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, destina a maior parte desses recursos à sua ofensiva e à manutenção de sua economia.

Conflito completa quatro anos

A guerra teve início em 24 de fevereiro de 2022, quando a Rússia lançou uma invasão em larga escala contra a Ucrânia. Desde então, o conflito provocou dezenas de milhares de mortos e feridos, destruiu cidades inteiras e forçou milhões de pessoas a se deslocarem dentro e fora do país. Até agora, Moscou invadiu cerca de 20% do território ucraniano.

Na frente diplomática, diversas rodadas de negociações foram realizadas no início deste ano. Os Estados Unidos têm sido intermediador de um possível acordo de cessar-fogo entre os países, mas não houve nenhum progresso até o momento.

*Com informações da AFP

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.

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