ONU: Conselho de Segurança se reúne nesta segunda (5) para debater operação na Venezuela

Operação de captura e extração dos EUA contra o presidente Nicolás Maduro é tema de reunião de emergência na ONU

Estados Unidos é membro permanente do Conselho e possui poder de veto nas decisões

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) vai se reunir nesta segunda-feira (4) para discutir a operação dos Estados Unidos de captura e extração do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. O encontro ocorre em caráter de emergência por volta de 12h no horário de Brasília.

A reunião foi solicitada pela própria Venezuela, que está comandada pela presidente interina Dercy Rodríguez, atual vice-presidente de Maduro. O pedido da reunião foi transmitido pela Colômbia, um dos países que faz parte do mandato rotativo do Conselho de Segurança da ONU, de acordo com fontes da AFP.

O colegiado é formado por cinco países permanentes com poder de veto. Além dos Estados Unidos, são eles: China e Rússia, que condenaram a operação americana; França e Reino Unido. Outros 10 países possuem um mandato temporário no conselho.

Maduro foi capturado logo nas primeiras horas de sábado, ao lado da sua esposa, Cilia Flores, no palácio presidencial em Caracas. Segundo os Estados Unidos, a extração durou 47 segundos e não deixou nenhum morto, apenas alguns feridos. A ofensiva aconteceu após meses de tensão entre os dois países.

As Forças Armadas dos Estados Unidos ocupavam o mar do caribe com uma intensa mobilização de tropas, incluindo o maior porta-aviões do mundo e dezenas de caças. Até então, as ações estavam concentradas em atacar barcos que, supostamente, seriam do narcotráfico.

Trump afirmou que os EUA vão governar a Venezuela até que haja uma transição democrática no país. Ele também ressaltou o interesse nas reservas de petróleo, e afirmou que empresas americanas vão voltar a operar em território venezuelano. Atualmente, a petrolífera americana Chevron já opera com autorização especial, mas empresas como Exxon Mobil foram expropriadas do país.

Sem Maduro, a vice-presidente Delcy Rodríguez assume interinamente o país. Em pronunciamento, ela afirmou que a Venezuela vai se defender da ofensiva americana e que “jamais será colônia de nenhuma nação”. “Nós estamos prontos para defender a Venezuela, nós estamos prontos para defender nossos recursos naturais, que devem ser para o desenvolvimento nacional”, disse.

Por sua vez, Nicolás Maduro foi enviado para Nova York onde ficará em um centro de detenção enquanto aguarda um julgamento em um Tribunal Federal. O venezuelano é acusado pelos EUA de, pelo menos, 20 crimes, incluindo narcoterrorismo e tráfico de drogas.

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Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.

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