O debate sobre a ação dos Estados Unidos na Venezuela, que culminou na captura de Nicolás Maduro e da esposa, Cilia Flores, no
“No Conselho de Segurança da ONU vai ser uma discussão muito pesada. China e Rússia vão criticar duramente o EUA, até porque eles estão preocupados com o precedente que essas ações criam, mas mesmo que essas nações proponham, por exemplo, uma resolução do Conselho de Segurança contra os EUA, os americanos vão vetar, porque eles têm esse direito como um país que tem assento permanente no Conselho de Segurança”, disse o especialista.
A reunião do Conselho de Segurança ocorrerá em caráter emergencial por volta das 12h, no horário de Brasília, nesta segunda-feira (5). O pedido da reunião foi transmitido pela Colômbia.
Vale lembrar que o colegiado é formado por cinco países permanentes com poder de veto: Estados Unidos, China, Rússia, França e Reino Unido. Outros 10 países possuem mandato temporário.
Além da reunião da ONU, também haverá a da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) neste domingo (4). Essa também não deve conseguir grandes progressos, uma vez que a entidade é dividida entre governos que condenam a ação dos EUA e governos que apoiam o país norte-americano.
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Países reagiram de formas diferentes
De acordo com o analista, as reações dos países do Mundo podem ser divididas em alguns blocos: os que criticaram duramente os EUA, os que apoiaram a ação e outros que se
Entre os que criticaram duramente a ação norte-americana estão Rússia e China, que tinham bastante proximidade com o regime de
Já a Argentina, por exemplo, está entre os países apoiadores dos EUA. Colômbia e México criticaram a ação do governo Trump, mas foram mais cautelosos por medo de serem os próximos alvos.
Já os países europeus foram “muito comedidos”, segundo o especialista. “Todos eles criticaram muito a ditadura do Maduro, mas não criticaram severamente os Estados Unidos, dizendo apenas que é necessário agora que exista uma transição para a democracia”, explicou.