Prisão dos famosos onde Maduro está é conhecida como 'inferno na Terra'
Cantores, atores e outras personalidades passaram pela 'prisão dos famosos', onde Nicolás Maduro está

Após ser capturado por autoridades dos Estados Unidos (EUA), Nicolás Maduro passou a noite no Centro de Detenção Metropolitano (MDC, na sigla em inglês), em Nova York, local conhecido como "inferno na Terra". Diversos famosos e personalidades internacionais já passaram por lá, como R. Kelly e Sean "Diddy" Combs.
O espaço abriga mais de 1,3 mil detentos e recebeu esse apelido por conta da fama que carrega. O local, conhecido por ter condições extremamente severas, é descrito como precário e violento.
A prisão acumula denúncias que incluem negligência médica e reclusão por mais de 23 horas em celas pequenas, com quase nenhum contato humano, fatores causadores de colapsos psicológicos. Além disso, o local abriga criminosos de alto risco e figuras de grande repercussão, o que aumenta o nível de controle e restrições.
Famosos presos
Várias celebridades e personalidades internacionais ficaram detidas no Centro de Detenção Metropolitano. Confira algumas:
- Ghislaine Maxwell: socialite condenada por ajudar Jeffrey Epstein no tráfico de menores;
- R. Kelly: cantor detido por crimes sexuais e extorsão;
- Sean "Diddy" Combs: rapper detido por crimes sexuais e extorsão;
- Fetty Wap: rapper condenado por conspiração para tráfico de drogas;
- Allison Mack: atriz da série Smallville, envolvida no caso da seita NXIVM;
- Ja Rule: rapper detido por evasão fiscal federal;
- Juan Orlando Hernández: ex-presidente de Honduras, extraditado por tráfico de drogas;
- Genaro García Luna: ex-secretário de Segurança Pública do México;
- Luigi Nicholas Mangione: acusado de assassinar Brian Thompson, diretor executivo do United Healthcare).
Prisão de Maduro
A operação dos Estados Unidos que acabou com a prisão de Maduro na Venezuela ocorreu após meses de tensão entre os dois países. As Forças Armadas dos Estados Unidos ocupavam o mar do caribe com uma intensa mobilização de tropas, incluindo o maior porta-aviões do mundo e dezenas de caças. Até então, as ações estavam concentradas em atacar barcos que, supostamente, seriam do narcotráfico. Maduro foi capturado em 47 segundos.
Trump afirmou que os EUA vão governar a Venezuela até que haja uma transição democrática no país. Ele também ressaltou o interesse nas reservas de petróleo, e afirmou que empresas americanas vão voltar a operar em território venezuelano. Atualmente, a petrolífera americana Chevron já opera com autorização especial, mas empresas como Exxon Mobil foram expropriadas do país.
Sem Maduro, a vice-presidente Delcy Rodríguez assume interinamente o país. Em pronunciamento, ela afirmou que a Venezuela vai se defender da ofensiva americana e que “jamais será colônia de nenhuma nação”. “Nós estamos prontos para defender a Venezuela, nós estamos prontos para defender nossos recursos naturais, que devem ser para o desenvolvimento nacional”, disse.
Maduro foi levado de avião a Nova York, onde chegou na noite deste sábado (3) sob forte escolta militar e vai aguardar julgamento em um Tribunal Federal. Segundo a procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, o venezuelano é acusado de 20 crimes, incluindo narcoterrorismo e tráfico internacional de drogas. A primeira audiência deve ocorrer já na segunda-feira (5).
O Conselho de Segurança da ONU se reúne nesta segunda (5) para debater as ações dos EUA na Venezuela.
Patrícia Marques é jornalista e especialista em publicidade e marketing. Já atuou com cobertura de reality shows no ‶NaTelinha” e na agência de notícias da Associação Mineira de Rádio e Televisão (Amirt). Atualmente, cobre a editoria de entretenimento na Itatiaia.



