Juiz responsável pelo caso de Maduro comandou casos emblemáticos dos EUA, como o 11/9

Maduro irá a tribunal nesta segunda-feira (5), em Nova York, às 14h (horário de Brasília)

Nicolás Maduro em visita ao Brasil durante o governo Lula (PT).

O juiz federal Alvin K. Hellerstein, de 92 anos, foi designado como o responsável por conduzir o caso de Nicolás Maduro, presidente da Venezuela que foi capturado e levado para os Estados Unidos, onde será julgado.

Maduro irá a tribunal nesta segunda-feira (5), em Nova York, às 14h (horário de Brasília). Ele deve responder por acusações de tráfico internacional de drogas e posse ilegal de armas de fogo. O advogado David Wikstrom foi designado para defendê-lo.

Hellerstein é juiz sênior do Distrito Sul de Nova York desde 2011. Ele presidiu casos de grande notoriedade, como os decorrentes dos ataques do 11 de setembro de 2001 e outras questões envolvendo terrorismo e segurança nacional.

O governo federal dos EUA move um processo criminal há 15 anos por tráfico de drogas contra Maduro, que ganhou uma nova acusação no sábado (3). Segundo o Departamento de Justiça, ele e os aliados transformaram instituições venezuelanas em empresas corruptas alimentadas pelo narcotráfico. O juiz federal acompanha o caso há mais de 10 anos.

A defesa de Maduro deve alegar que ele não poderia ser processado por atos praticados enquanto chefe de Estado de outro país, apontou um analista jurídico da CNN. Para Elie Honig, é difícil prever como o caso será conduzido.

Hellerstein ocupou os holofotes nos últimos anos por negar pedidos do presidente dos EUA, Donald Trump, para transferir seu caso criminal de suborno para um tribunal federal. O presidente contesta a decisão até os dias atuais.

No ano passado, o juiz também emitiu uma decisão impedindo que o governo Trump usasse a Lei de Inimigos Estrangeiros para deportar venezuelanos.

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Cronologia da prisão de Maduro

Ataque e captura (02h50 – 03h20)

  • 02h50 | Explosões em Caracas: Moradores da capital venezuelana relataram tremores e o som de aeronaves de guerra. Pelo menos sete explosões foram ouvidas em um intervalo de 30 minutos. Segundo informações obtidas pelo The New York Times, a ofensiva inicial deixou ao menos 40 mortos.
  • 03h00 | A Invasão da Força Delta: Tropas de elite da Força Delta invadiram o complexo onde Maduro estava com sua esposa, Cilia Flores. A inteligência da CIA, que monitorava o padrão de vida de Maduro desde agosto, foi crucial para o sucesso da incursão.
  • 03h20 | Extração Aérea: Em menos de meia hora, Maduro e Cilia foram retirados de helicóptero e levados ao navio militar USS Iwo Jima, posicionado estrategicamente no Mar do Caribe.

    Operação concluída (06h21 – 13h40)

    • 06h21 | Anúncio de Trump: Através da rede Truth Social, Donald Trump oficializou a captura: “Os EUA realizaram com sucesso um ataque de grande escala. Maduro foi capturado e retirado do país por via aérea”.
    • 06h40 | Reação Venezuelana: A TV estatal da Venezuela classificou a ação como “sequestro” e uma “violação flagrante da soberania e da Carta das Nações Unidas”. O governo chavista acusou os EUA de tentarem confiscar os recursos minerais e o petróleo do país.
    • 13h23 | A Foto do Flagra: Trump publicou a primeira imagem de Maduro sob custódia. Na foto, o venezuelano aparece algemado, com os olhos vendados e usando fones de ouvido.
    • 13h40 | Governo de Transição: Em coletiva em Mar-a-Lago, Trump afirmou que os EUA governarão a Venezuela imediatamente para garantir uma “transição sensata”. Ele descartou o apoio à opositora María Corina Machado, afirmando que ela não teria força para governar sozinha.

    Situação da Venezuela (15h00 – 18h40)

    • 15h00 | Substituição em Caracas: A vice-presidente Delcy Rodríguez rejeitou a autoridade americana e convocou um conselho especial de defesa. No entanto, a Suprema Corte da Venezuela ordenou que Rodríguez assuma a presidência interina para garantir a continuidade administrativa do país.
    • 18h40 | Desembarque em Nova York: A aeronave militar com Maduro pousou na Base Aérea de Stewart, em Nova York. Escoltado por mais de uma dúzia de agentes federais da DEA, Maduro foi visto algemado e vestindo roupas cinzas. Ele passou pelo processo de fichamento, incluindo coleta de digitais e fotos judiciais.

    Prisão (23h00)

    De acordo com fontes militares citadas pela CNN, nenhum soldado americano morreu na operação, embora alguns tenham sofrido ferimentos por estilhaços durante o confronto em solo.

    Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.

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