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Coreia do Norte reforça produção de armas nucleares em meio à guerra entre EUA e Irã

Informação foi confirmada por Rafael Mariano Grossi, diretor da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) nesta quarta-feira (15)

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Exemplo de míssil balístico utilizado pela Coreia do Norte
Exemplo de míssil balístico utilizado pela Coreia do Norte  • Rodong Sinmub

A Coreia do Norte vem demonstrando um "grande aumento" em sua capacidade de produzir armas nucleares. A afirmação foi de Rafael Mariano Grossi, argentino que ocupa o cargo de diretor geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).  

A declaração foi feita nesta quarta-feira (15), durante uma coletiva de imprensa em Seul, capital da Coreia do Sul. A informação pode trazer preocupação em meio a um momento de tensão nas relações diplomáticas ao redor do mundo: diante da escalada do conflito armado que vem sendo travado há cerca de dois meses entre Estados Unidos, Irã e Israel. 

A AIEA afirma que notou a construção de novas instalações na Coreia do Norte, semelhantes àquelas usadas pelo país para enriquecimento de urânio. Entre elas, a usina nuclear de Yongbyon, que foi reativada em 2021 e demonstrou estar em atividade. "Durante nossas revisões periódicas, pudemos confirmar que há um rápido aumento nas atividades em Yongbyon”, declarou Grossi. A agência também observou uma série de operações na unidade de reprocessamento e no reator de água leve do local, bem como o comissionamento de outras instalações.

“Tudo isso indica um aumento muito grande nas capacidades da Coreia do Norte em seu domínio da produção de armas nucleares, que era estimada em algumas dezenas de ogivas”, afirmou o diretor da AIEA. 

A Coreia do Norte, que foi processada pelo seu primeiro ensaio nuclear em 2006, foi alvo de uma série de sanções da ONU em razão dos seus programas de armamento e do golpe de acesso aos inspetores da AIEA em 2009. Ainda segundo o diretor da agência, o órgão constatou a construção de "uma nova instalação semelhante à base de enriquecimento de Yongbyon", mesmo que não seja "muito fácil de calcular" os eventos de aumento da produção sem visitar o país.

O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-Un, repetiu nos últimos meses que seu país não vai renunciar ao status de poder nuclear, e que o desenvolvimento do arsenal foi "plenamente justificado".

*Com informações de AFP 

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Estudante de Jornalismo na PUC e apaixonada pela área, Gabriela Neves gosta de contar histórias empolgantes e desafiadoras. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e mundo. Tem experiência em marketing pela Rock Content, cobertura de cidades pela Record Minas e assessoria política na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.