O ex-vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PL) criticou, em entrevista coletiva na noite desta terça-feira (6), a
Com críticas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, o filho do ex-presidente contou que a família ainda não teve resposta sobre a situação do pai, que teria batido com a cabeça em um móvel na prisão, sofrido um corte nos pés e registrado um hematoma no rosto. “A Polícia Federal não dispõe, com todo o respeito, dos quesitos para se averiguar uma situação como a de quem bate com a cabeça. É uma situação delicada”, descreveu.
O ex-vereador ainda afirmou que a situação em que o pai se encontra é “totalmente insalubre”. “Estou vendo meu pai definhando na cadeia, em uma situação extremamente anormal até para uma pessoa de alta periculosidade, que não é o caso. Até a própria Polícia Federal fica perdida em o que fazer. É inadmissível o que está acontecendo. A gente só quer que a lei seja cumprida. Pelo amor de Deus, é um senhor de 70 anos que bateu a cabeça”, disse.
Carlos contou que o pai deve ser alimentado, o que ainda não havia ocorrido devido à expectativa de que ele passasse por exames no hospital DF Star, em Brasília. Mais cedo, Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama e esposa de Jair, também havia criticado o ministro Alexandre de Moraes, alegando “negligência” da Corte com a saúde do ex-presidente.
“A PF não tem autonomia para tirar uma pessoa que sofreu um acidente, uma pessoa que bateu com a cabeça em um móvel. Estamos esperando o excelentíssimo ministro Alexandre de Moraes liberá-lo. Ele está em Dubai, agora lá já é madrugada, encaminha para a PGR e a PGR não dá resposta. Mais uma vez temos uma família aqui clamando por justiça”, criticou.
“A saúde e a vida do meu marido estão nas mãos do Procurador-Geral da República (PGR). A gente já não sabe mais (o que fazer), até as atribuições da Polícia Federal agora estão com o ministro Alexandre de Moraes”, acrescentou.
Ela contou que a família não sabe se houve algum dano neurológico após Bolsonaro sofrer uma queda e bater a cabeça em um móvel na cela da Superintendência da Polícia Federal, também em Brasília, onde está preso após a condenação pela trama golpista.
“Não sabemos o que aconteceu. Ele tem 1,85 metro, 98 quilos, teve um machucado muito grave no dedo do pé e um hematoma no rosto. Mais uma vez provou que o atendimento aqui não é rápido e, mais uma vez, que está aquém. A gente não sabe por quanto tempo estava desacordado, e ele não sabe explicar”, relata.