Hotéis de BH já têm até 70% de ocupação a um mês do Carnaval

De acordo a ABIH-MG, as regiões Centro-Sul, Savassi, Lourdes, Funcionários e Pampulha seguem entre as mais procuradas

Então, Brilha! em 2025

O Carnaval de Belo Horizonte já está consolidado como um dos maiores do Brasil e segue movimentando o setor de turismo. Em 2026, a festa oficial acontece entre 31 de janeiro e 22 de fevereiro, com os principais dias de folia concentrados entre 14 e 17 de fevereiro.

Faltando pouco mais de um mês para o início da folia, a procura por hospedagem e pacotes de viagem para BH já é alta. No ano passado, cerca de 6 milhões de foliões participaram da festa na capital, com taxa de ocupação hoteleira acima de 87%. Para este ano, a expectativa é de crescimento.

“Hoje, a média já gira em torno de 60% a 70% de ocupação, com alguns hotéis registrando percentuais ainda maiores, próximos de 100%, especialmente os mais bem localizados”, disse Flávia Araújo Badaró, da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de Minas Gerais (ABIH-MG). Os números absolutos não foram divulgados.

Segundo ela, os dias de sábado a segunda-feira de Carnaval concentram as maiores taxas de ocupação. “Mas já percebemos um movimento forte desde a sexta-feira e também na terça”, afirmou.

As regiões Centro-Sul (Savassi, Lourdes, Funcionários) e Pampulha estão entre as mais procuradas. “A proximidade com os principais blocos e áreas de concentração influencia diretamente na ocupação, assim como o fácil acesso ao transporte e à programação cultural”, completou.

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Segundo o presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagens de Minas Gerais (ABAV-MG), Alexandre Brandão, a demanda já vinha aquecida desde o fim de 2025.
“A procura está bastante alta. Em dezembro, uma pesquisa de uma grande revista de turismo apontou Belo Horizonte como o sétimo destino mais procurado do Brasil”, afirmou.

De acordo com Brandão, o número de foliões pode superar o registrado no ano passado. “Em 2025, tivemos em torno de 6 milhões de pessoas nas ruas. A estimativa para este ano é de um público até um pouco maior”, disse.

Flávia concorda: “A tendência é de um resultado semelhante ou levemente superior ao do ano passado, mostrando que o Carnaval de BH veio para ficar no calendário turístico nacional.”

Casa de amigos

Brandão destacou ainda que nem todos os visitantes ficam em hotéis. “Tem gente que compra passagem aérea e fica na casa de parentes, mas isso também fomenta muito a economia da cidade”, completou.

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Além de turistas de outros estados, Belo Horizonte tem atraído visitantes do interior de Minas, especialmente de cidades localizadas em um raio de até 300 quilômetros da capital. Há também um fluxo intenso de moradores da Região Metropolitana, que fazem viagens rápidas para acompanhar blocos específicos ao longo do dia.

Segurança na folia atrai turistas

Outro fator que impulsiona a procura é a sensação de segurança durante a festa. “Belo Horizonte é considerado um dos carnavais mais seguros do Brasil, se não o mais seguro”, afirmou Brandão.

Segundo ele, mesmo com milhões de pessoas nas ruas, os registros de ocorrências foram baixos. “Se a gente fizer um balanço de 2025, os problemas foram insignificantes. Isso aumenta ainda mais a procura pelo Carnaval daqui”, avaliou.

De acordo com o Governo de Minas, houve queda acentuada nos registros de roubos e furtos de celulares na folia. Na capital, a redução foi de 6,2%, com os casos passando de 65 para 61, na comparação com o Carnaval do ano passado, considerando o período de sábado (1º) a terça-feira (4).

No mesmo intervalo, os roubos em BH caíram 15,9%, com os números absolutos recuando de 107 para 90 justamente nas áreas com maior concentração de foliões. Já os registros de importunação sexual na capital se mantiveram estáveis, com 13 ocorrências em 2024 e 2025.

Graduado em jornalismo e pós graduado em Ciência Política. Foi produtor e chefe de redação na Alvorada FM, além de repórter, âncora e apresentador na Bandnews FM. Finalista dos prêmios de jornalismo CDL e Sebrae.
Formou-se em jornalismo pela PUC Minas e trabalhou como repórter do caderno de Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, cobre principalmente Cidades, Brasil e Mundo.

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