O hacker
Walter Delgatti Neto, condenado por
invadir o sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), foi transferido do
complexo prisional de Tremembé, conhecido como “
presídio dos famosos”, para a Penitenciária II de Potim, também localizada na região do
Vale do Paraíba, no interior de São Paulo.
Delgatti, conhecido como “hacker de Araraquara”, cumpre pena em regime fechado de oito anos e três meses de prisão pela invasão ao sistema do CNJ, ocorrida em janeiro de 2023.
Segundo a acusação da
Procuradoria-Geral da República (PGR), o ataque teve como objetivo descredibilizar o Poder Judiciário e instaurar questionamentos sobre a legalidade das eleições de 2022.
O hacker foi condenado pelo
Supremo Tribunal Federal (STF) a oito anos e três meses de prisão pela invasão do sistema e também por inserir documentos falsos, como uma ordem de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes.
As ordens teriam partido da ex-deputada federal
Carla Zambelli (PL-SP), que também foi acusada e condenada a dez anos de prisão, além da perda do mandato parlamentar.
Além da prisão, a Justiça determinou que ambos paguem, solidariamente, uma indenização de R$ 2 milhões.
Antes de ser preso por essa invasão, Delgatti já havia sido condenado, em primeira instância, a 20 anos de prisão por hackear autoridades públicas ligadas à antiga
Operação Lava Jato.
Em 2024, o hacker também foi condenado a dez meses de prisão pelo
crime de calúnia contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Na ação, os advogados do ex-presidente afirmaram que Delgatti mentiu ao dizer que Bolsonaro teria pedido que ele grampeasse o ministro Alexandre de Moraes.