Exames confirmam traumatismo craniano leve em Bolsonaro, diz médico

Ainda havia uma suspeita de uma possível crise convulsiva, que foi descartada

Ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)

O cardiologista Brasil Caiado, que acompanha Jair Bolsonaro (PL), afirmou que exames realizados na manhã desta quarta-feira (7) confirmaram o quadro de traumatismo craniano leve após a queda sofrida pelo ex-presidente em sua cela na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, na terça-feira (6). A lesão, contudo, não é “preocupante”, segundo o médico.

“Na madrugada de ontem o presidente apresentou uma queda, ele começou a caminhar pelo quarto e caiu. Inicialmente pensamos que era uma queda da cama. Ele levantou, tentou caminhar e caiu. A escrivaninha fica do lado esquerdo da cama e a contusão foi do lado direito”, afirmou o médico.

Além disso, o possível motivo da queda foi a interação medicamentosa entre os remédios tomados pelo capitão reformado do Exército para controlar as crises de soluço que o acometem, ainda segundo o médico. Contudo, Bolsonaro não se lembra ao certo o que ocorreu na madrugada de terça e é difícil reconstruir o que aconteceu.

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Ainda havia uma suspeita de uma possível crise convulsiva, que foi descartada. Segundo Caiado, há um dilema em relação ao tratamento de Jair Bolsonaro.

Ou quadros como o da queda podem se tornar recorrentes e colocarem o ex- presidente em uma “zona de maior risco” devido ao uso dos medicamentos, ou a falta de medicamentos ou a redução das doses podem colocar Bolsonaro em um “quadro degradante de soluços”. Com isso, a equipe médica ainda vai avaliar como prosseguirá no tratamento de Bolsonaro.

“Vamos minimizar qualquer tipo de risco, qualquer tipo de dano, qualquer coisa que possa piorar o quadro do presidente”, pontua Caiado.

Leia o boletim médico na íntegra

O ex-presidente Jair Messias Bolsonaro compareceu ao Hospital DF Star para realização de exames complementares após traumatismo cranioencefálico sofrido no dia 06/01/26. Foi evidenciado nos exames de imagem leve densificação de partes moles na região frontal e temporal direita, decorrente do trauma, sem necessidade de intervenção terapêutica. Deverá seguir cuidados clínicos conforme definição da equipe médica assistente.

Jornalista pela UFMG, Lucas Negrisoli é editor de política. Tem experiência em coberturas de política, economia, tecnologia e trends. Tem passagens como repórter pelo jornal O Tempo e como editor pelo portal BHAZ. Foi agraciado com o prêmio CDL/BH em 2024.

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