O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma nesta segunda-feira (26) os depoimentos do inquérito que investiga suspeitas de irregularidades envolvendo o Banco Master e a tentativa de compra da instituição pelo Banco de Brasília (BRB). As oitivas são conduzidas pela Polícia Federal e ocorrem na sede da Corte, em sessões presenciais e por videoconferência.
Ao todo, oito investigados devem prestar depoimento entre segunda e terça-feira (27). Nesta primeira etapa, são ouvidos Dário Oswaldo Garcia Junior, diretor de Finanças e Controladoria do BRB; o empresário Henrique Souza e Silva Peretto; André Felipe de Oliveira Seixas Maia, ligado a uma empresa sob investigação; e Alberto Felix de Oliveira, superintendente-executivo de Tesouraria do Banco Master.
Na terça-feira (27), a PF colhe os depoimentos de outros quatro investigados, entre eles dirigentes do BRB e do Banco Master, além de sócios da instituição financeira.
Prazo mais curto
Os depoimentos foram concentrados em apenas dois dias após decisão do relator do caso no Supremo, ministro Dias Toffoli, que reduziu o prazo solicitado pela Polícia Federal. O episódio é apenas mais um que expõe a divergência entre os investigadores e o ministro, que tem sido criticado pela condução do caso no STF.
A investigação apura a emissão de Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com promessa de rendimentos considerados fora do padrão do mercado — até 40% acima da taxa básica de juros. Segundo a PF, o modelo pode indicar um esquema que teria movimentado cerca de R$ 12 bilhões.
Também há suspeitas de envolvimento de dirigentes do BRB nas tratativas. A compra do Banco Master pelo banco público chegou a ser anunciada, mas acabou barrada pelo Banco Central.
O inquérito está sob relatoria de Dias Toffoli no STF, onde passou a tramitar após decisão do ministro que levou o caso da primeira instância da Justiça Federal para a Suprema Corte.