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Servidores da Copasa vão entrar em greve contra privatização? Veja o que diz sindicato

PEC que tramita Assembleia Legislativa de Minas Gerais retira da constituição estadual exigência de referendo para desestatizar Companhia de Saneamento

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Servidores da Copasa marcaram presença na ALMG para protestar contra tramitação da PEC 24
Servidores da Copasa na ALMG em protesto contra a tramitação da PEC 24/2023 • Guilherme Dardanhan | ALMG

Os servidores da Copasa avaliam o andamento da tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que retira da Constituição Estadual a exigência da realização de um referendo popular para privatizar a Companhia de Saneamento. A proposta, atualmente, tramita em uma comissão especial na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

Qualquer movimento de greve depende do que decidirá o colegiado. A afirmação é do diretor do Sindágua, que representa a categoria, Milton Costa.

“A gente espera bom senso da comissão, apesar de a gente achar que não vai haver, porque a maioria é do governo. Mas a gente está tentando ainda, conversando, procurando os deputados para tentar dar uma reviravolta nesse caso aí”, disse Milton.

A proposta de privatização da Copasa integra as iniciativas do governo Zema de levantar R$ 34 bilhões - correspondentes a 20% do estoque da dívida com a União - necessários para aderir ao Programa de Pleno Pagamento das Dívidas estaduais.

O Propag prevê que os estados refinanciem as dívidas em até 30 anos e cria mecanismos para a redução dos juros, hoje estabelecidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) mais 4% do débito ao ano. A possibilidade de zerar os juros além da inflação está condicionada à “entrada” de 20%.

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Graduado em jornalismo e pós graduado em Ciência Política. Foi produtor e chefe de redação na Alvorada FM, além de repórter, âncora e apresentador na Bandnews FM. Finalista dos prêmios de jornalismo CDL e Sebrae.