Lula critica emendas impositivas e fala em ‘sequestro do Orçamento da União’

Presidente negou, no entanto, ter ‘problema’ na relação com o Congresso Nacional

O presidente Lula durante a abertura da 6ª Plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, no Palácio Itamaraty

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) negou nesta quinta-feira (4) ter “problema” com o Congresso Nacional, mas criticou as emendas parlamentares impositivas, recursos que deputados e senadores destinam para suas bases eleitorais e que são de pagamento obrigatório pelo governo federal.

“Eu, sinceramente, não concordo as emendas impositivas. Eu acho que o fato do Congresso Nacional sequestrar 50% do Orçamento da União é um grave erro histórico, mas você só vai acabar com isso quando você mudar as pessoas que governam e que aprovaram isso”, afirmou o petista, em discurso na abertura da 6ª Plenária do Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, o Conselhão, no Palácio Itamaraty.

Adotada pelo Congresso durante o mandato da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), as chamadas emendas impositivas são a parcela do Orçamento da União que o governo não pode alterar e, caso haja previsão, é obrigado a executar.

Fazem parte deste modelo as emendas:

  • individuais, indicadas por um único parlamentar e que são limitadas a 2% da Receita Corrente Líquida (RCL) –ou seja, o total arrecadado pelo governo federal com impostos, já deduzidos os valores das transferências constitucionais;
  • de bancada, apresentadas pelo grupo de um mesmo estado e que são limitadas a 1% da RCL.
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Repórter de política em Brasília. Formado em jornalismo pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), chegou na capital federal em 2021. Antes, foi editor-assistente no Poder360 e jornalista freelancer com passagem pela Agência Pública, portal UOL e o site Congresso em Foco.

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