Presidente da AMM critica aumento de gastos no Congresso e convoca prefeitos para Marcha em Brasília

Prefeito de Patos de Minas, Luís Falcão afirmou que mobilização de prefeitos no dia 24 de fevereiro tem objetivo de mostrar injustiças na divisão das receitas entre os entes federativos

Presidente da AMM, Luís Eduardo Falcão

O presidente da Associação Mineira dos Municípios (AMM) e prefeito de Patos de Minas, Luís Eduardo Falcão, considerou o aumento para servidores do Congresso Nacional, aprovado nesta semana, um “tapa na cara” da população.

O impacto do reajuste aprovado pelos deputados e senadores, avaliado em quase R$ 800 milhões anuais, é maior do que a receita de 95% dos municípios brasileiros.

“Esse aumento é um tapa na cara de todos nós. Um absurdo. O brasileiro ganha, em média, R$ 3 mil por mês, enquanto a maioria luta para pagar suas contas e ter o básico, o Congresso, no primeiro dia de trabalho aprova um projeto para os servidores poderem receber supersalários. Nem análise de impacto financeiro esse projeto teve. Isso só confirma o que nós, que vivemos os problemas dos municípios todos os dias, sempre falamos: Brasília é uma bolha onde não conhecem a vida real de quem paga a conta”, afirmou Falcão.

Marcha em Brasília

O prefeito afirmou que esse tipo de decisão em Brasília reforça a necessidade de uma mobilização constante dos prefeitos até a capital federal, para cobrar maior responsabilidade dos parlamentares e dos representantes do Executivo com o pacto federativo.

“A luta por uma divisão mais justa dos impostos que os brasileiros e mineiros pagam é uma luta diária. Só 10% dos impostos ficam nas cidades. Por isso brigamos todos os dias para que os municípios não paguem despesas que são do estado. Hoje, as prefeituras pagam gasolina para viaturas, fazem repasses de verbas, pagam água, luz e telefone para o funcionamento de órgãos do estado. São situações que sufocam cada vez mais os municípios”, disse o prefeito.

“As cidades precisam mostrar força. Dia 24 de fevereiro, novamente estaremos em Brasília, protestando contra absurdos que são aprovados em Brasília e empurrados para os prefeitos pagarem”, convocou o presidente da AMM.

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Editor de Política. Formado em Comunicação Social pela PUC Minas e em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já escreveu para os jornais Estado de Minas, O Tempo e Folha de S. Paulo.

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